GDC FC faz 7×1 no MAV e começa arrasador a disputa do Torneio de Inverno Evangélico

Por Eduane Pereira

No último sábado ocorreu a primeira rodada do Torneio Evangélico de Inverno, com um duelo entre as equipes do GDC FC e do MAV. A disputa de bola iniciou acirrada, mas após o GDC abrir o placar, o time do MAV recuou em campo, o time de laranja e preto aproveitou e deu uma goleada de 7×1, com o merecimento de destaque ao camisa 9, Caíque, autor de três gols.

O primeiro tempo da partida os times estavam agitados em campo e buscando uma chance de abrir o placar, Allan Silva fez um belo passe cruzado para Emanuel Junior que tocou de volta para o camisa 10, Allan, que chutou bonito para o gol, mas o goleiro do MAV fez uma boa defesa e espalmou a tempo. Mas aos 8 minutos de bola rolando Allan deu um toque para Caíque que marcou um golaço no time de azul e branco. Na sequência a dupla Allan e Caíque voltou com a bola e o camisa 9 marcou o segundo gol para o GDC com a assistência de Allan Silva.

O MAV que não estava tendo um bom desempenho na partida realizou belos lances com Thiago Muri e Henrique Rodrigues na tentativa de virar o placar, mas o GDC fez uma ótima marcação no time rival. Faltando cinco minutos para o final do primeiro tempo, o time de camisa laranja e preto aproveitou a chance de marcar seu terceiro gol com o belo passe que Emanuel deu ao camisa 14, Eduardo Lopes, que chutou forte para o gol. No último minuto Thiago Muri tentou abrir o placar para sua equipe com um bonito chute para gol dos rivais, mas o goleiro do GDC FC tirou a tempo.

O segundo tempo da partida iniciou com mais um golaço do GDC, o camisa 8, Patrick Machado marcou o quarto gol no MAV com um minuto de bola rolando. O time de laranja e preto manteve o domínio do jogo e realizou belíssimos lances, já o MAV continuou com a mesma estratégia do primeiro tempo, fazendo um jogo mais recuado. Aos 6 minutos do segundo tempo Caíque marcou seu terceiro gol com a assistência de Sandro dos Santos, 5×0.

O MAV tentou uma ótima jogada com Bruno de Oliveira para Thiago Muri que chutou forte para gol, mas passou raspando pela trave. Aos 10 minutos de partida Igor da Silva veio sozinho com a bola e marcou o sexto gol do GDC. O MAV reagiu em campo e o camisa 99, Henrique Rodrigues, chutou bonito para o gol, mas Allan Silva chegou a tempo de tirar a bola. Faltando dois minutos para o final do confronto, o time de azul e branco conseguiu marcar um belo gol no time rival; Caio Augusto deu o passe para Thiago Muri que marcou o gol no GDC, mas no último minuto do jogo Allan deu mais um passe certeiro e o camisa 4, Igor, chutou bonito e marcou 7×1.

Finalizou o jogo com a vitória do GDC FC de 7×1, com o merecido destaque ao camisa 9, Caíque, autor de três gols, o camisa 10, Allan Silva, também teve um ótimo desempenho em campo e realizou três assistências para a vitória de sua equipe. Os times fizeram um excelente jogo, mas o GDC FC teve um melhor aproveitamento da partida, time coeso e com garra, utilizou bem suas técnicas e experiência em campo.

Na próxima rodada teremos GDC x Betel FC e MAV x Vivendo em Triunfo.

Galáticos da Catedral e Maanaim FC ficam no empate na estreia do Torneio de Inverno Evangélico

Por Loiane Braga

O Torneio de Inverno Evangélico começou neste sábado no Campo do Agrião e as primeiras equipes a se enfrentarem neste sábado foram o Galácticos da Catedral e o Maanaim FC. Enquanto o primeiro é veterano das competições evangélicas, o segundo fazia sua estreia. De impressionar a quantidade de jogadores levados pelo time de Campinho: 21 no total, contra oito do adversário. No final, tudo igual e um 3×3 que mostrou que as duas equipes vem fortes nessa disputa.

O Galáticos da Catedral começou melhor a disputa e nos primeiros minutos já havia mandado duas bolas na trave. Mas quem marcou primeiro foi o Maanaim, com Pedro convertendo pênalti feito pelo zagueiro Marquinhos. 1×0. O time da Catedral seguiu mais ligado em campo, pressionando em busca do empate. Já o Maanaim sentia o peso da estreia e se mostrou mais fechado e tímido em campo. Lucas, arqueiro de Campinho, se destacou com boas defesas. O jogo estava bastante disputado, com jogadas dos dois lados a todo momento, porém foi  em um cruzamento de Pedro da equipe do Maanaim, que Daniel ampliou o placar de sua equipe. 2×0 para o time azul antes da parada técnica.

Na volta, a equipe do Galaticos entrou em campo em busca de amenizar o resultado para si. Contudo, até o final do primeiro tempo, ficou apenas na pressão. A única chance de gol que teve foi após uma reclamação de pênalti, que o juiz entendeu como falta. Arthur cobrou mas a bola ficou na barreira. Final de primeiro tempo, 2 para a equipe do Maanaim, 0 para o Galáticos.

Com a bola rolando para o segundo tempo, a equipe do Galaticos voltou buscando a bola e aproveitando todas as oportunidades em campo. Depois de duas chances seguidas de gol, o time branco sofreu um pênalti a seu favor, chance de finalmente ampliar o placar, 2×1 pelos pés de Kelvin. O camisa sete, por sinal, foi o nome do jogo. O mesmo foi responsável pelos três gols do time branco em campo e pelo empate suado no final do jogo.

O time do Maanaim ainda ampliou o placar, novamente, com uma jogada de Pedro e Daniel. Todavia a manhã era de Kelvin, jogador destaque da partida, que marcou seus outros dois gols em uma paradinha de falta e após um lançamento no finalzinho do jogo. Com toda certeza o jogo truncado deixou sua melhor parte para os minutos finais. Final de jogo no Campo do Agrião foi tudo igual, 3×3.

O Galáticos da Catedral enfrentaria o seu xará JS nesse sábado, mas o jogo será no dia 12. Já o Maanaim encara o Panela.

Israel da Bola derrota Partidários nos pênaltis e é o campeão do Carioca Evangélico

Por Marcio Nunes

Na tarde do último sábado, 8, ocorreu a final da 4ª edição do Campeonato Carioca das Igrejas Evangélicas em partida realizada no campo do Pau Ferro, Pechincha, Jacarepaguá. Em campo, Partidários e Israel da Bola mostraram o porquê de serem os finalistas e nos presentearam com um grande jogo. Teve expulsão, jogador lesionado, princípio de confusão, duas viradas de jogo, dez gols e decisão por pênaltis. Sim, meus caros, emoção foi o que, definitivamente, não faltou. Quem esteve presente, certamente não se esquecerá desta final. Para os que não tiveram o privilégio de assistir ao confronto, deixo aqui minha mais pura e sincera crônica do jogo.

O Primeiro Tempo.

01’ – No primeiro lance da partida, Victinho, do Israel da Bola, cobrou lateral e jogou a redonda na área, mas Gyan não conseguiu desviar para o gol.

02’ – Resposta do Partidários. Di Maria avançou pela direita e cruzou na área. Keké subiu para cabecear e mandou a bola por cima do gol.

03’ – Falta para o Partidários. Marcelinho foi para a cobrança, tomou distância e acertou um belo chute que passou rente à trave do goleiro Alex, que apenas observou.

04’ – Gyan avançou pela esquerda, puxou para a perna direita e arriscou de longe, mas Rodrigo segurou firme sem dar rebote.

05’Israel seguiu no ataque com Victinho que cruzou na área e Gyan desviou para o gol. A bola quicou em um “montinho artilheiro” e foi pra fora, levando muito perigo.

06’ – Lateral para o Israel. Victinho cobrou na área, mas a zaga cortou. No contra-ataque, Di Maria driblou o goleiro, mas a defesa fez o corte, evitando o primeiro do Partidários.

08’ – Quase gol contra! Di Maria cobrou escanteio para o Partidários e Bolt desviou. A bola bateu em Bruno, do Israel e quase entrou, mas o zagueiro conseguiu evitar o gol contra.

10’ – Quase o primeiro do Leão! Mazinho lançou para Juninho que chutou e a bola bateu na zaga. Na sobra, Keké arriscou da entrada da área e a bola passou muito perto, mas foi pra fora. O goleiro fez golpe de vista.

11’Goooool!!! Do Israel!!! Cobrança de lateral na área, Victinho desviou de cabeça e Afonso empurrou para dentro do gol. Jogada ensaiada. Israel da Bola 1 x 0 Partidários.

12’Gooooolaço!!! De empate!!! Ataque rápido do Partidários no cochilo da marcação adversária. Di Maria cobrou rapidamente o lateral e Juninho, de primeira, acertou um voleio. A bola deu um quique e encobriu Alex. Tudo Igual. Israel da Bola 1 x 1 Partidários.

13’ – Tivemos um pedido de tempo por parte do Israel.

16’ – Quase a virada! Azuis no ataque. Juninho recebeu um passe nas costas da zaga e bateu cruzado, mas a bola passou à esquerda do gol.

17’Goooool!!! Gyan! Em jogada característica do camisa 10 do time vermelho. Avançou pela intermediária, cortou pra direita, depois pra esquerda e bateu cruzado de fora da área. Rodrigo só olhou a bola morrer no fundo do gol. Israel da Bola 2 x 1 Partidários.

19’Goooool!!! Suado!! Partidários no ataque. Após duas tentativas que bateram na zaga, a bola sobrou para Marcelinho dar um toquinho e encobrir o goleiro. Tudo igual, de novo. Israel da Bola 2 x 2 Partidários.

20’ – Lindo lance! Victinho acertou um voleio no ar e a bola foi no ângulo, mas o goleiro Rodrigo, muito bem posicionado, fez a defesa.

21’ – Quase a virada dos Azuis! Marcelinho deu passe para Will que driblou o goleiro, mas na hora do chute, Bruno chegou de carrinho na bola para salvar o time.

22’ – Partidários seguiu pressionando. Marcelinho pegou de primeira de fora da área e a bola passou rente à trave.

23’Goooool!!! Virada sensacional do Leão de Bento Ribeiro! Will recuperou bola na intermediária, lançou para Marcelinho que deixou a pelota para o “xerifão” da zaga, Mazinho, bater na saída de Alex e virar o jogo. Israel da Bola 2 x 3 Partidários.

24’Lázaro pediu tempo logo após o gol para esfriar o jogo, faltando um minuto para o fim da primeira etapa.

Após um primeiro tempo muito equilibrado, de muita marcação e gols, o Partidários vencia o jogo com destaque para Juninho, sempre articulando as melhores jogadas do time e Marcelinho que entrou no decorrer da partida e deu mais velocidade à equipe. Pelo lado do Israel, Gyan, o motorzinho da equipe, tinha certa liberdade para fazer sua jogada tradicional dando um corte no zagueiro e batendo para o gol. Outro que estava muito bem em campo era Victinho, participando da maioria dos ataques e criando ótimas oportunidades.

O Segundo Tempo.

01’ – Quase!!! Daniel acionou Alessandro dentro da área, mas o meia chutou pra fora, na cara do gol.

02’ – Logo no início do segundo tempo, após um choque com um jogador do Partidários, Leonardo, do Israel, sentiu fortes dores e deixou o campo mancando.

06’Goooool!!! Empate! Victinho rolou para Afonso que dominou e acertou um chute cruzado alto no ângulo para empatar a partida. Israel da Bola 3 x 3 Partidários.

10’Israel no ataque. Victinho avançou com liberdade e bateu forte, mas Rodrigo defendeu e a zaga afastou o perigo no rebote.

11’ – Pressão do Israel. Gyan cobrou lateral na área e Afonso se esticou todo pra desviar para o gol, mas a bola passou direto e saiu pelo outro lado do campo.

12’Goooool!!! Virou o jogo! Victinho, louco pra deixar o dele, arriscou de fora da área, mas Afonso desviou e a bola passou entre as pernas de Rodrigo. Israel da Bola 4 x 3 Partidários. Lázaro pediu tempo para colocar ordem na casa.

14’ – Levantamento na área do Israel, Alessandro cabeceou e Alex fez boa defesa para o time de Irajá.

16’Messi arriscou um chute de fora da área e Rodrigo fez grande defesa. Na sequência, Mazinho afastou o perigo.

17’Momento lamentável. Princípio de briga na lateral de campo entre Zinho, do Israel e Keké, do Partidários. Lance foi bem na frente da nossa equipe. Em dividida de bola, Zinho cometeu a falta no camisa 7 dos Azuis que ficou caído. O jogador do Israel tentou chutar a bola, mas acabou acertando o adversário que se levantou e tentou dar um soco no camisa 11 do outro time. Felizmente ninguém se feriu e ambos fizeram as pazes fora de campo. O árbitro expulsou os dois envolvidos na confusão.

18’ – Pênalti(?) não marcado! Partidários no ataque com Marcelinho. O camisa 20 recebeu passe na frente, fez o giro em cima do marcador e foi derrubado dentro da área. O árbitro não marcou. Marcelinho recebeu cartão amarelo por reclamação.

19’Goooool!!! Israel abriu vantagem! Enquanto os jogadores do Partidários pararam para reclamar da não marcação de um pênalti no lance anterior, o goleiro Alex repôs a bola em jogo e iniciou um contra-ataque mortal do time vermelho. Três jogadores de cara para o gol e Gyan foi quem estufou a rede adversária. Israel da Bola 5 x 3 Partidários.

21’Gooooolaço!!! Di Maria!!! Recolocando o Partidários no jogo! O craque avançou pela direita, pedalou pra cima do marcador e acertou uma bomba no ângulo. Indefensável! Israel da Bola 5 x 4 Partidários.

22’Goooool!!! Sensacional! Tudo igual no placar! Di Maria cobrou lateral nos pés de Will que girou bonito e mandou para o fundo do gol. Israel da Boa 5 x 5 Partidários.

24’ – Quê isso?! Guile, camisa 3 do Israel fez falta dura em Di Maria que ficou caído no gramado sentindo muita dor no ombro. O árbitro não deu cartão amarelo.

25’ – Quase!! Partidários no ataque. Juninho recebeu passe de Mazinho na frente e bateu. Alex fez uma defesa espetacular de puro reflexo.

Quando o juiz apitou o fim do segundo tempo, um clima de tensão tomou conta do campo. Decisão por pênaltis. Para o Israel aquilo era uma novidade, visto que o time chegava em sua primeira final. Para o Partidários um pesadelo que parecia assombrar o time, derrotado nos pênaltis na final do Carioca na temporada passada e na final do Torneio de Verão do ano passado.

Pênaltis.

OIsrael da Bola. Na cobrança de Leonardo, goleiro para um lado e bola para o outro. 1 x 0

OPartidários. Michael na cobrança. Golaço. Sim. O garoto cobrou com categoria no ângulo. 1 x 1

OIsrael da Bola. Gyan bateu forte e, mais uma vez, goleiro de um lado e bola do outro. 2 x 1

OPartidários. Golaço, de novo. Yan foi pra bola e acertou um chute forte no ângulo. 2 x 2

OIsrael da Bola. Afonso, o craque do campeonato, bateu com firmeza no canto. Rodrigo nem se mexeu. 3 x 2

OPartidários. Marcelinho na bola. O camisa 20 chutou forte no canto e Alex não conseguiu evitar o gol. 3 x 3

OIsrael da Bola. Messi. Correu pra bola e bateu forte, sem chances para o goleiro. 4 x 3

OPartidários. Juninho. O cara do time. Se concentrou, partiu ao encontro da bola e… guardou. 4 x 4

OIsrael da Bola. Camisa 3, William foi para a cobrança. Em mais um chute no canto direito do gol. Novamente, goleiro de um lado e bola do outro. 5 x 4

XPartidários. Alessandro na cobrança. Muita pressão em cima dele. Tomou pouca distância. O juiz autorizou a cobrança. O camisa 16 foi para a bola, bateu… Pra fora!!! Por cima do gol! 5 x 4

Fim de jogo. Título inédito para o Israel da Bola e a taça foi para o bairro de Irajá, zona norte do Rio. O Partidários amarga seu terceiro vice-campeonato seguido. Com nove vitórias e dois empates na competição, o Israel é campeão invicto. Destaque para os três gols de Afonso, eleito craque do jogo e Bola de Ouro do Campeonato.

Foi, de fato, um jogaço. Duas grandes equipes com excelentes jogadores e que apresentaram o melhor futebol do torneio. Empate com dez gols no tempo normal e mais nove na disputa por pênaltis que terminou ao melhor estilo Roberto Baggio em 1994. E, assim, encerramos com “chave de ouro” este Carioca Evangélico que nos deu tantas alegrias. Muito obrigado à todos que nos acompanham e até a próxima.

Partidários: Finalista mais uma vez espera escrever nova história pelo título do Carioca

Por Marcio Nunes

O Campeonato Carioca Evangélico de Futebol Society 2017 chega à reta final trazendo em seu histórico muitos momentos de pura emoção. Foram viradas históricas, favoritos sendo eliminados pelo caminho, time jogando em desvantagem do empate e revertendo esta situação, entre outros. Pois bem, todos estes fatos marcantes coincidem com a trajetória de um dos times envolvidos nesta final: o Partidários.

A Trajetória:

Nunca é demais lembrarmos da difícil trajetória do time de Bento Ribeiro, zona norte do Rio, para chegar até aqui. A equipe passou por um processo de reformulação no fim da temporada passada e entrou neste campeonato buscando, o mais rápido possível, um entrosamento entre os novos jogadores. Em entrevistas anteriores o treinador Lázaro resumiu bem a situação do seu time, afirmando que “entraram no campeonato desacreditados e conseguiram evoluir muito coletivamente para chegar nesta final”. O trabalho do “professor” foi fundamental junto ao capitão e goleiro Rodrigo neste processo de reestruturação do elenco.

Após um início de torneio ruim, os Leões reagiram, buscaram a classificação na raça e chegaram à fase eliminatória exibindo um futebol que muitos duvidaram ser possível. Jogaram em desvantagem do empate em todas as partidas que precederam esta final, mas sempre conquistando vitórias com autoridade e disciplina tática. Nas oitavas de final fizeram um jogo muito equilibrado diante do Talentos da Fé, mas a classificação foi dramática com uma vitória por 2 x 1. A trave salvou o time no último lance do jogo e, certamente, ainda é lembrada pelos jogadores do Talentos. Nas quartas de final os azuis bateram o favorito, time do artilheiro do campeonato e que havia vencido todos os jogos, Ágape F7. Um jogo em que os representantes da Primeira Igreja Batista de Bento Ribeiro mostraram tudo o que tinham e conquistaram o respeito de seus adversários. Uma vitória por 4 x 3 em um jogo em que o Leão de Bento Ribeiro rugiu mais alto que o do Recreio. Na semifinal os garotos da zona norte tiveram mais tranquilidade para marcar oito vezes e vencer por 8 x 5 o Ousadia.

A Segunda Final:

Pela segunda vez em sua história, o Partidários chega à final do Carioca Evangélico. Na temporada passada o clube enfrentou o Missionários na grande decisão, mas o título não veio. Após uma partida muito equilibrada com um empate em 3 x 3, a disputa foi para os pênaltis e o troféu ficou com o time adversário que conquistou o bicampeonato. Para o jogo de sábado, Lázaro terá à disposição em seu plantel alguns nomes que estavam presentes naquela final e que marcaram os gols do time na ocasião: Di Maria, Keké e Juninho. Se contarmos com o Torneio de Verão do ano passado, quando perdeu a final também nos pênaltis para o CJRJ Team, essa é a terceira final da equipe.

O Estilo de Jogo:

Já não é mais segredo para ninguém o estilo de jogo imposto por Lázaro, mas mesmo assim os adversários não conseguem encontrar uma forma de vencer esta formação. Muito forte coletivamente, o Partidários tem muito talento individual em todas as posições do campo. Um goleiro que é um capitão e líder em campo, sempre organizando sua zaga, além de muita segurança embaixo das traves. Uma zaga compacta, que não dá espaços ao adversário, sabe se posicionar e, de quebra, marca sob pressão, sai para o jogo e sem deixar espaços.  É uma ótima dor de cabeça para o treinador. Uma linha de três no meio de campo fazendo a ligação com o ataque e abusando da precisão e da qualidade dos passes com jogadores habilidosos e com grande visão de jogo. Um ataque preciso e veloz que sabe a hora de finalizar, mas também sabe servir os companheiros para não desperdiçar as oportunidades, tendo, ainda, um contra-ataque muito perigoso. Por fim, o homem por trás de tudo isto: Lázaro. O treinador é respeitado por toda sua equipe e tem total controle de seu time. Sua leitura de jogo é um diferencial à parte, permitindo que corrija rapidamente seus jogadores em campo e explore o ponto fraco do adversário com mais facilidade. Incansável do início ao fim, o “professor” não se cala um minuto à beira do campo, dando muita dor de cabeça ao árbitro do jogo.

O que dizem os adversários:

Fizemos contato com cinco representantes de equipes que enfrentaram o Partidários neste campeonato. Foram eles: Mineiro, representante do Mendes; Jorge luíz, do Raridade; Luíz André, do Ousadia; Tiago, do Galáticos JS; Guilherme, do Talentos da .

Dificuldade de jogar contra o Partidários: Mineiro, Tiago e Guilherme destacaram o talento coletivo da equipe e o entrosamento. Jorge e Luiz André destacaram o setor defensivo e a forte marcação. No geral, a maioria citou o contra-ataque rápido e a qualidade do passe como pontos fortes do time.

“A maior dificuldade é não deixar eles jogarem. Se deixar eles jogarem, trocarem passes eles vão na cara do gol. Se der espaço, é fatal”Mineiro, representante do Mendes FC.

Destaque Individual: Para Luiz André e Guilherme, o “xerifão” da zaga, Mazinho, é o destaque do time. Tiago aposta em Juninho como homem de referência. O goleiro Rodrigo foi lembrado por Jorge Luiz e Mineiro, sendo que o segundo destacou ainda Di Maria como diferencial em campo.

Caminho para a vitória? Tiago, representante do Galáticos JS, único time que conseguiu derrotar o Partidários neste campeonato, afirmou que o caminho para derrotar Lázaro e companhia é não deixar Juninho e Di Maria jogarem. Mas deixou claro que quando as equipes se enfrentaram a situação era bem diferente da atual.

“A ideia é não deixar o Juninho e nem o Lucas “Di Maria” jogarem e, quando tiverem oportunidades, matar o jogo”Tiago, representante do Galáticos JS.

Palpites para a final: Os representantes do Ousadia e do Galáticos JS (que já enfrentou os dois finalistas este ano) preferiram se abster do palpite, mas deixaram claro que será um grande jogo. Mineiro arriscou um placar de 4 x 2 favorável ao Partidários. Guilherme, que enfrentou as duas equipes este ano com o Talentos da , aposta nos Leões, mas não arriscou um placar. O representante do Raridade acredita em um jogo muito equilibrado e difícil de cravar um vencedor, mas vê uma pequena vantagem para o Israel da Bola, coletivamente falando.

Partidários

Formação de Jogo: 2-3-1

Time Base: Rodrigo (C); Keké e (Mazinho ou Bolt); Marcelinho, Juninho e Di Maria; Will.

Treinador: Lázaro Maximiano.

Estilo de Jogo: Marcação forte sob pressão e contra-ataque rápido.

Avaliação Individual:

Rodrigo

Líder em campo, orienta o posicionamento da defesa. Tem como característica principal o corpo à corpo, fechando o ângulo e dando combate ao atacante adversário.

Principal Atributo: Reação. Sai rápido do gol para interceptar o ataque adversário.

Keké

É um zagueiro alto e que diminui os espaços do adversário. Sua principal característica é a marcação sob pressão, não dando espaço para o adversário pensar ou agir de forma rápida.

Principal Atributo: Antecipação. Devido ao seu excelente tempo de bola, consegue calcular a jogada e se antecipar ao adversário, interceptando a jogada.

Mazinho

O “xerife” da zaga. Suas principais características são sua garra dentro de campo, sua segurança e frieza para sair jogando e seus avanços pelas laterais, empurrando o time ao ataque.

Principal Atributo: Marcação. Sua marcação inteligente não permite que o oponente avance, possibilitando a chegada de um companheiro para tentar o desarme.

Bolt

Tem ótimo condicionamento físico. Sua principal característica é a velocidade, dando ainda mais efetividade aos contra-ataques.

Principal Atributo: Aceleração. Dificilmente será vencido na corrida, tendo mais facilidade para atingir picos de velocidade.

Marcelinho

Jogador muito técnico. Uma característica de seu estilo de jogo é chegar bem no ataque, dando suporte aos atacantes.

Principal Atributo: Finalização. Muita qualidade e técnica nas finalizações tornam este jogador uma ameaça em chutes de média e longa distância.

Juninho

O “maestro” do time. Sua principal característica é a distribuição do jogo. Quase todas as jogadas passam por ele.

Principal Atributo: Passe. Passes precisos de curta ou longa distância permitem uma melhor distribuição das jogadas. Coloca a bola onde quiser.

Di Maria

Um jogador com muitas qualidades e diferenciais em campo. Suas principais características são justamente seu chute forte e seus avanços pela direita.

Principais Atributos: Drible e Finalização. Um Jogador arisco em campo com facilidade em driblar a defesa. Sua finalização é precisa e forte.

Will

Jogador inteligente. Sua principal característica é a leitura do jogo, pois sabe a hora de finalizar e a hora de dar um passe e colocar um companheiro na cara do gol.

Principal Atributo: Posicionamento. Todo bom pivô que se preze deve saber se posicionar em campo para ficar disponível e em condições de receber um passe.

O Treinador

Lázaro

Cobra nos treinos com a mesma intensidade e seriedade que nos jogos. Uma filosofia do treinador é que “se não consegue render nos treinos, dificilmente vai render nos jogos”. Participa ativamente da partida com seus tradicionais gritos à beira do campo exigindo o melhor de seus jogadores. Geralmente sobra para o árbitro, também.

Principal Atributo: Leitura do Jogo. Sempre sabe o que fazer de acordo com a postura do time adversário. Tem essa capacidade de perceber onde seu time está errando e corrigir rapidamente e qual o ponto fraco do oponente para explorar e vencer a partida.

Artilheiro do Time: Will – 12 Gols.

Garçom do Time: Juninho – 8 Assistências.

A decisão já tem local, data e hora marcada. No próximo sábado, dia 8 de Julho de 2017, às 12:20h no campo do Pau Ferro, será dado o pontapé inicial para conhecermos o grande campeão da 4ª edição do Carioca Evangélico. Duas equipes que representam igrejas Batistas diferentes. Duas equipes da zona norte da cidade. NÃO PERCAM!

Israel da Bola: Finalista com vocação para vitórias em busca do inédito título do Carioca

Por Diogo Priori

Nem defensivo, nem ofensivo. Equilíbrio é a palavra que podemos atribuir ao Israel da Bola e seu elenco recheado de determinação e garra. Faminto por surpreender até o último obstáculo em busca da Glória, tem no Partidários um adversário difícil, mas não impossível para quem derrotou um fortíssimo Galáticos JS na semifinal.

Para essa partida, o Israel tem em mente explorar bem os contra-ataques e dar continuidade a ótima compactação dos outros jogos.   Ponto a melhorar é a troca de passes curtos, sendo importante não abusar de jogadas diretas pela proximidade de um companheiro do outro no campo . Bruno e Afonso são os destaques por diferentes motivos: O primeiro é a peça-chave do sistema defensivo, por vezes estático para garantir a segurança, consegue também sair jogando com qualidade – fator primordial no estilo de jogo implantado – o segundo é, não só técnica, quanto taticamente muito importante.  Além de artilheiro, consegue prender a marcação adversária deixando Victinho livre para chegar ao ataque.

Importante ressaltar que todo esse sentimento de unidade presente no grupo é exposto pela comissão técnica como consequência de grande rodagem e utilização das diferentes peças do plantel.  Por vezes triangulando, Afonso, Victor e Leonardo são as esperanças criativas, com o primeiro fazendo o Pivô e marcando a saída de bola adversária (algo que faz muito bem por sinal) e ambos entrando pela ponta e pelo meio, respectivamente.  O camisa 23, aliás, tem tudo para ser o fator-surpresa no time vermelho.

O Israel da Bola vai a campo neste sábado no campo do Pau Ferro com Alexander; Carlos, Bruno; Leonardo, Gyan e Victor; Afonso (escalação baseada nos últimos confrontos).  A ordem são duas: Jogar pelo time e se divertir! Que vença o melhor no Carioca Evangélico 2017.

A Trajetória

A caminhada do Israel da Bola até essa final foi feita de forma tranquila pela equipe, que sempre foi superior aos adversários que enfrentou. O único abalo foi exatamente na semifinal diante do Galáticos JS, quando perdeu os 100% de aproveitamento, mesmo que tenha mantido a invencibilidade, e teve que se superar para sair de campo com a vaga. Na fase de grupos, seis vitórias em seis jogos, muitas vezes contra adversários com mais que o dobro de jogadores disponíveis. Afonso e Alex ressaltaram, após o empate com o JS no sábado passado, que o momento espiritual do grupo é muito bom e isso ajuda a fazer diferença dentro de campo. Aliás, a chegada de Afonso, quase na metade da primeira fase, deu uma qualidade muito grande ao já excelente grupo que transborda técnica por todos os lados.

Nas oitavas uma boa vitória sobre o aguerrido Galáticos da Catedral, 4×1. Nas quartas, jogo bem nervoso contra o IMSC e nova vitória por goleada: 5×2. Na semifinal chegou a abrir 4 gols no Galáticos JS, mas viu o adversário virar o jogo, até conseguir o empate redentor que lhe trouxe para a final.

Israel da Bola

Formação de Jogo: 2-3-1

Time Base: Alex; Carlos e Bruno; Leo, Victinho e Gyan; Afonso

Treinador: William Menezes

Estilo de Jogo: Toque de Bola intenso com muita movimentação

Avaliação Individual:

Alex

O goleiro do Israel possui um estilo mais reservado debaixo da meta, mas é essencial na espinha dorsal da equipe de melhor campanha do Carioca.

Principal Atributo: Impulsão e reflexo são as principais qualidades do jovem arqueiro.

Carlos

Funciona como uma boa dupla com Bruno. Jogador de qualidade e com bom poder de marcação, além de rapidez de pensamento para o desarme.

Principal Atributo: Marcação forte e leal.

Bruno

Um dos melhores defensores do campeonato, é o grande pilar defensivo do Israel. Zagueiro forte, sabe jogar com a bola nos pés.

Principal Atributo: Força física e habilidade.

Leo

Jogador de toque de bola refinado e com ótima visão de jogo. Sua importância para o último passe é enorme. Um grande garçon, mas também sabe fazer gols, principalmente em chutes de longe.

Principal Atributo: Passe refinado e visão de jogo ímpar.

Victinho

O maestro da equipe. Victinho tem estilo de jogo muito parecido com o de Kaká, veloz, bom passe e refino no chute meia distância.

Principal Atributo: Habilidade com a bola nos pés e chute preciso.

Gyan

funciona bem tanto no meio, fazendo uma boa dupla com Léo, como no ataque, fazendo o pivô. Ótima opção ofensiva de um time com vocação de ataque.

Principal Atributo: Curinga ofensivo de ótimo passe.

Afonso

Principal nome ofensivo e referência no ataque possui ótima finalização. Quase uma unanimidade entre as outras equipes pelo seu ótimo trabalho como pivô que busca o jogo.

Principal Atributo: Finalização e movimentação.

Partidários vence Ousadia em jogo de muitos gols e está na sua segunda final do Carioca Evangélico

Equipe foi superior ao adversário durante todo o jogo e pega na final o Israel da Bola.

Por Marcio Nunes

Em jogo de 13 gols, Partidários derrota o Ousadia pela semifinal no campo do Pau Ferro.

Na tarde do último sábado, 1, sob um sol que não deu trégua, no campo do Pau Ferro, Partidários e Ousadia fizeram um jogo de muitos gols pela semifinal do Carioca Evangélico. Antes da bola rolar, uma polêmica já rondava o campo: A entrevista de Luíz André, treinador do Ousadia ao Copa Campus. Na ocasião, o comandante do time da Taquara disse que o ponto fraco do adversário nesse jogo era o goleiro e a zaga, o que deixou Lázaro indignado. Mas, polêmicas à parte, todos estavam ali para jogar bola e mostrar seu talento.

Pré-jogo:

Lázaro falou sobre o estilo de jogo da equipe para enfrentar um adversário mais veloz que os anteriores.

– Nós vamos jogar da mesma forma e não vamos mudar nossas características, não. Vamos marcar a saída de bola e sair rápido nos contra-ataques. Um jogo bem leve e de bom toque de bola. – Disse o treinador, que usou essa tática nos dois últimos jogos.

O meia Yan falou sobre o condicionamento físico para a partida.

– Na verdade 100% eu não posso dizer porque eu venho sofrendo há dois anos com essa questão do meu joelho e eu sempre entro no jogo sem saber se vou poder terminar, como foi na outra partida. – e completou falando da confiança coletiva para o jogo – A confiança, sim está 100%, a confiança da equipe, então eu acho que isso é o mais importante. Eu sei que independente da minha atuação individual o Partidáriose vai fazer um grande jogo e vai buscar o resultado o tempo todo. – finalizou.

Luíz André também conversou com a nossa equipe.

– Vamos colocar a bola no chão e usar o toque de bola que é o que sabemos sabe fazer. Do meio pra frente nós somos muito velozes e vamos pra cima buscar esse jogo.

Um dos responsáveis pela velocidade do time, André Victor também nos concedeu uma entrevista.

– Vai ser um bom jogo. Vamos jogar aguardando eles e aproveitar o melhor momento pra sair no contra-ataque.

O Jogo:

Em campo, os Leões se mostraram mais organizados, principalmente na primeira etapa quando dominaram o adversário. O Ousadia reagiu no segundo tempo jogando o futebol que levou o time às semifinais. A etapa final foi muito mais movimentada e teve mais gols, mas a reação do time de branco foi tardia e insuficiente para tirar do time de Bento Ribeiro a vaga para a final.

O Primeiro Tempo:

O pontapé inicial foi dado com 15 minutos de atraso, às 12:35h. Logo aos quatro minutos de jogo, Lucas chutou forte pelo Partidários, mas Rodrigo Soares bloqueou, evitando o pior para o seu time. Aos seis, o Ousadia deu a resposta em contra-ataque rápido com passe de Marlon para Igor Barbosa que chutou em cima do goleiro, à queima roupa. Grande defesa de Rodrigo!! No minuto seguinte, em cobrança de falta à favor dos azuis, Marcelo mandou a bola no ângulo, mas o goleiro se esticou todo pra salvar. A bola ainda tocou no travessão antes de sair.

09’ Gol!!! Partidários no ataque, William lançou para Lucas, na área, que bateu de primeira e acertou um chute rasteiro, sem chances para o goleiro! Partidários 1 x 0 Ousadia.

13’ Gol!!! Partidários no ataque pela direita, Lucas cruzou na área e Roseildo, do Ousadia, empurrou contra o próprio gol. Gol contra. Partidários 2 x 0 Ousadia.

O time da Taquara teve uma chance incrível de diminuir com Marlon. O jogador recebeu na frente, driblou o goleiro, mas chutou pra fora. Em resposta, os azuis foram pra cima e pareciam mais próximos do terceiro gol do que os “ousados” do primeiro. Juninho arriscou de fora da área e obrigou Darnley a fazer grande defesa. Foi então que o jogo começou a esfriar. As duas equipes começaram a dar espaços, mas os erros de passe de ambos os lados impossibilitaram que as chances de gol acontecessem. O primeiro tempo foi se aproximando do fim e nossa esperança de mais gols ia pelo mesmo caminho, até que…

24’ Gol!!! Lateral para o Ousadia, Marlan jogou na área e Marlon subiu sozinho pra acertar a cabeçada e estufar a rede. Partidários 2 x 1 Ousadia.

25’ Gol!!! Partidários tem ataque interrompido com falta, a sexta do Ousadia. O árbitro assinala o Shoot Out. Na cobrança, Michael avançou com a bola e tocou na saída de Darnley. Partidários 3 x 1 Ousadia.

Fim de primeiro tempo e os comandados de Lázaro cumpriram o prometido. Em contra-ataques rápidos, explorando as falhas do adversário, conseguiram uma boa vantagem no placar. Durante o intervalo não faltaram reclamações de Luíz André para o seu time.

O Segundo Tempo:

O Ousadia voltou para o segundo tempo com uma postura mais ofensiva, marcando sob pressão. Logo no início, Marlon roubou uma bola no campo de ataque e finalizou, mas mandou pra fora. A resposta do Partidários veio com Marcelo de fora da área, mas Darnley fez a defesa. O camisa 20 dos Leões queria deixar sua marca, mas novamente parou em Darnley. No terceiro lance de ataque seguido dos azuis, Lucas arriscou da entrada da área, mas a bola tocou caprichosamente na trave.

Após contra-ataque rápido, o time de branco teve uma chance incrível de diminuir a diferença no placar. Marlan finalizou na saída do goleiro, a bola bateu na trave e, no rebote, Igor Barbosa completou para grande defesa de João.

10’ Gol!!! Partidários saiu no contra-ataque, Yan recebeu na frente, deu um toquinho para o lado e Gabriel, o Craque do Jogo, só teve o trabalho de chutar para o gol aberto. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Partidários 4 x 1 Ousadia.

11’ Gol!!! Triangulação do Partidários! Sem dar tempo para o adversário respirar, Yan tocou para Michael que entregou para Gabriel marcar seu segundo no jogo. Partidários 5 x 1 Ousadia.

Com a larga vantagem no placar, coube à Gabriel e companhia administrar o resultado. O time de Bento Ribeiro seguiu no ataque explorando o desespero da outra equipe. Yan tentou de fora da área, mas Darnley fez a defesa. Em mais um lance incrível, os azuis desceram em um contra-ataque muito veloz com três jogadores diante do goleiro, mas Yan chutou e Darnley operou um verdadeiro milagre. Enquanto o time de branco assistia, os azuis criavam. Novamente com Yan, desta vez rolando para o meio da área, viu Darnley parar um forte chute de Gabriel Aquino.

Foi quando os “ousados” acordaram para o jogo e ofereceram resistência. Os dois times se abriram demais, mas dessa vez aproveitaram as chances que tiveram e o jogo virou uma pelada.

16’ Gol!!! Ousadia! Quando ninguém esperava, o time partiu para o ataque e a bola sobrou para Marlan, que carimbou a rede. Partidários 5 x 2 Ousadia.

17’ Gol!!! Partidários! Yan encontrou Marcelo na entrada da área. O jogador chutou e acertou o canto de Darnley. Partidários 6 x 1 Ousadia.

18’ Gol!!! O terceiro do Ousadia! Pablo dominou na entrada da área, tocou para Christiano que chutou forte pra diminuir. Partidários 6 x 3 Ousadia.

19’ Gol!!! Ousadia! Pablo arriscou de longe e Rodrigo espalmou, mas a bola sobrou para Christiano, ele tocou para Marlon que invadiu a área e acertou o canto esquerdo. Partidários 6 x 4 Ousadia.

O jogo seguiu lá e cá até o fim. Em nova descida do Partidários, William finalioua na trave e a bola voltou para Marcelo que chutou, mas Darnley defendeu, dando rebote para William tentar novamente, só que a bola saiu à esquerda do gol.

22’ Gol!!! Na insistência! Partidários chegou novamente em cobrança de lateral. Daniel levantou para cabeçada de Marcelo. Partidários 7 x 4 Ousadia.

24’ Gol!!! O golpe de misericórdia! William avançou, tocou para Gabriel marcar seu terceiro gol no jogo. Partidários 8 x 4 Ousadia.

25’ Gol!!! O gol de honra! Marlan pegou o rebote do goleiro pra fazer o quinto do Ousadia. Partidários 8 x 5 Ousadia.

E parou por aí. Fim de jogo. Mais uma vitória do Partidários e passaporte garantido para a final diante do Israel da Bola. Esta será a segunda final de Lázaro e companhia no Carioca Evangélico, mas o time luta pelo título inédito. Pela terceira vez, o Leão joga com a desvantagem do empate e supera seus adversários. E foi num empate que, na última edição, acabou perdendo a taça nos pênaltis para o Missionários. Como será dessa vez?

  A grande final já está definida. Quem será o grande campeão? A estrela do Israel vai bilhar mais forte ou os Leões serão os reis? Sábado, 12:20, no Campo do Pau Ferro, começaremos a descobrir.

Em jogo de muita emoção, Israel da Bola se vale do empate contra o Galáticos JS para garantir presença na final do Carioca Evangélico

Equipe abre quatro de vantagem, sofre a virada, mas consegue empatar no fim e briga pelo título invicto contra o Partidários

Por Diogo Priori

Dois times, um objetivo. Israel da Bola x Galáticos JS era garantia de emoção e foi o que aconteceu quando o espírito coletivo exaltado pelo treinador William culminou com um time inspirado nos primeiros minutos. A intensidade e a forma de jogo ‘copeira’ surgiram como a principal arma na partida realizada em Jacarepaguá no Sábado passado. Por outro lado, um adversário organizado e bastante ofensivo como o Galáticos chegava com pompa de favorito, a volta de Diogo injetou ainda mais esperança em um time que tinha certeza que estaria na grande final. O futebol é uma verdadeira caixinha de surpresas, promessa de jogão cumprida.

Eram 11h34 quando o árbitro deu início a partida indicando menos sete minutos na primeira etapa; punição esta imposta por conta de atraso na chegada do ônibus dos Galáticos (NR: Pela regra, com 15 minutos de atraso, o W.O é dado e o time presente tem o poder de escolha: Se aceita o WO a seu favor ou joga, mas com decréscimo de tempo. O Israel preferiu jogar). Começado o jogo, o Israel já tomava iniciativa com uma intensidade fora do comum, estrategicamente claro, já que teria menos tempo de partida, a menor fadiga abriria oportunidade para um jogo ao estilo compacto porém muito rápido. Afonso, alto e forte atacante do Israel, já começara dando trabalho de pivô. Em duas oportunidades, esteve presente quase marcando em uma e dando passe para leonardo finalizar pra fora.

Menos intenso e também com menos homens na marcação, o Galáticos teve sua primeira chance desperdiçada com Diogo, camisa 19 e articulador da equipe, que isolara a bola gerando rápida reposição de Alex. E foi justamente Alex, figura importantíssima desde o início da partida, quem inteligentemente saiu jogando com Bruno e fez a bola chegar até Afonso que, com muito espaço, ainda ajeitou a bola para abrir a porteira de longe, bonito chute cruzado que morrera a média altura do gol do Galáticos. 1×0 Israel da Bola.

Saída de bola horrível do Galáticos, muito espaçado e com uma intensidade nada parecida com a do adversário; parecia não conseguir fazer a leitura correta de jogo. Afonso, como quem não quer nada, só queria o gol, e fez seu segundo livre, de frente pra meta, com mais liberdade que o primeiro, bola no canto esquerdo do goleiro. 2×0 Israel em três minutos de jogo.

A ‘pane’ não parava por aí: pouco mais de um minuto depois, Victinho recebeu um bonito lançamento de Leonardo para matar no peito, com preciosismo, eficiência e três doses de sorte.  Golaço. 3×0 em poucos minutos de jogo. O Banco do Galáticos parecia incrédulo. A Organização vista nos outros jogos parece ter ido ao Alto da Boa Vista ao invés da Estrada Pau-ferro, irreconhecível o time ainda não havia digerido o lindo golaço de Victor.

Verdadeiramente perdido, o time de Ramos não conseguia trocar passes, se aproximar ou achar qualquer espaço para trabalhar a bola.  Seja no meio ou nas laterais, os jogadores do Israel faziam de forma sublime seu trabalho de recomposição/distribuição. Nesse cenário, eis que surge o quarto. Bruno para Gyan, de Gyan para Leonardo, chegando a linha de fundo e tocando para um Afonso livre fazer o quarto, O “Aston Ilha” vivia um pesadelo nesses primeiro oito minutos. Sem esboçar reação e perdendo de 4, só restou ao comandante Tiago pedir tempo e tentar organizar a equipe.

Resignado, o time do Galáticos já voltara com outra cara. Alterando a proposta de jogo, Tiago instruiu seus jogadores a serem mais agressivos e aproveitarem a fatídica queda de ritmo que uma hora o Israel teria. Não demorou muito para William, o 10 do time, diminuir após duas defesas lindas seguidas de Alex, 4×1.

Chegando aos 16 do primeiro tempo, aconteceu o previsto. O Israel bem mais exausto já não conseguia pressionar o adversário com a mesma eficácia. Essa pressão altíssima imposta nos primeiros minutos não se repetira no final da etapa, ótimo para Alus, 7 do Galáticos, que passou pela defesa com facilidade e descontou pela segunda vez. 4×2, muitas emoções até aqui.

O segundo tempo se encaminhava pro final quando Afonso ainda tentara em vão seu quarto na partida. A diferença de dois gols serviu de gás para o Galáticos insistir. Gás esse que resultou em linda jogada individual de William, cochilo agora de Bruno, 4×3. Tensão no campo de jogo.

Terminada a primeira etapa, ambos os times se cobravam de forma acalorada. O Israel, que começara de forma sensacional e arrebatadora abrindo quatro gols de vantagem, se perguntava se somente a exaustão era a responsável pela recuperação do Galáticos na partida, que por sua vez utilizava a rápida reação como inspiração para uma possível virada. O empate, é bom lembrar, favoreceria o Israel.

Nesse início de segundo tempo o que se viu foi um Galáticos retomando o controle do jogo.  Mais forte tecnicamente e buscando pelo menos dois gols para passar à final, tomara a iniciativa e via uma marcação menos frouxa que da primeira etapa. Diogo, ausente na última pártida frente ao Missionários, esteve bem abaixo das atuações que o consolidaram na fase de grupos como o maestro da equipe. Bem recuado, é verdade, por vezes carregava a obrigação de fazer a saída de bola mais limpa achando William, outra potência ofensiva.

Filipe, camisa 2 do Galáticos, merece destaque por seu trabalho na frente. Bem posicionado sempre, trabalhou por vezes com William para tentar chegar aos famigerados gols. Tabelas eram comuns e, aos 4 minutos, já tinha obrigado Alex a fazer duas bonitas defesas.

Irado pelas chances já perdidas no início da primeira etapa, o técnico Tiago, muito nervoso e ativo nas instruções à equipe, viu no chute de Rua o desafogo que precisava para deslanchar o time, quando o travessão e a linha (lógico, gerando muita reclamação do time adversário) salvaram o Israel.

Retomado o controle do jogo, o Israel não marcava com o ímpeto de antes. O imponderável e o goleiro Alex foram elementos que serviram de amuleto ao time que não reagia mais como se esperava, encolhendo por quatro minutos, tempo suficiente para o Galáticos concretizar a tão esperada e inacreditável virada:  William, em um momento de inspiração e (muito) espaço dado pela defesa adversária, achou o ângulo do goleiro Alexander. 4×4, golaço onde a coruja dorme.  Em seguida, o ‘milagre’. Diogo recebeu livre pela direita, com calma, categoria, de primeira após passe de William, 5×4. O banco do Galáticos foi à loucura.

A perplexidade dos jogadores do Israel não durou muito tempo. Pode-se dizer que o maior abalo em termos de concentração se deu na ótima vantagem aberta nos primeiros minutos. O gol serviu para até Afonso, único só com obrigações ofensivas, voltar a marcar atrás da linha da bola.  O jogo no contra-ataque era a opção mais viável para um Israel que jogava pelo empate contra um time pilhado.

William e Alus não contavam com uma tarde tão inspirada de Alex. O goleiro foi um dos grandes responsáveis pela virada não ter se tornado um placar irreversível. Bruno, incansável zagueiro, ainda salvara sua equipe tirando na linha chute do camisa 19.

Nos últimos minutos, o ‘abafa’ tomou conta da partida. O jogo muito mais aberto pelo lado do Galáticos propiciou a ambos chances para ampliar/empatar o placar. Já o Israel, inteligentemente jogando atrás, se aproveitou de um contra-ataque fulminante para calar o banco adversário.   Rápido, Victinho achou Afonso, que achou o gol, pela quarta vez. Herói e incansável atacante comemorava muito, comemoração essa que mobilizou todo o banco com os aguerridos jogadores do Israel. 5×5.

Sem tempo para preciosismo ou fintas, o Galáticos tinha dois minutos para tentar desempatar e ir à grande final. Aí entra Alex de novo. Gigante, viu a bola resvalar na sua mão esquerda bater na trave copiosamente e sair após lindo cruzamento (em direção ao gol). Alívio por parte do Israel e incredulidade do Galáticos. Passou o time mais guerreiro. Israel da Bola, invicto, e finalista do Campeonato Evangélico 2017.

A falta de vaidade, senso de equipe e um enorme comprometimento tático (principalmente nos minutos finais) foram o diferencial do Israel nesse último Sábado. Visto que uma possível virada espetacular do Galáticos ia se encaminhando, a postura de cada jogador individualmente inflamou o grupo, que , com toda certeza, estaria se lamentando até agora se fosse eliminado após abrir tamanha vantagem de quatro gols à frente do placar. Partidários X Israel da Bola, com justiça, na grande final!

     Melhor do jogo:

Afonso [Israel da Bola]: Quatro gols, excelente pivô e auxílio na marcação.  Foi junto a Alexander, o maior jogador da partida pela participação e grande senso.

     Menção honrosa:

Alexander [Israel da Bola]:  Pelo menos quadro grandes defesas colocaram o Israel na grande final.  Sem dúvida uma das melhores atuações individuais do torneio até aqui

Leonardo [Israel da Bola]:  Três assistências, foi quem fez a ‘bola girar’ no meio-campo do Israel da Bola.  Fundamental e crucial para três dos gols.

William [Galáticos JS]:  O hat-trick não impediu a eliminação da sua equipe, mas o consagrou como o mais inspirado do que seria uma histórica virada.

Ousadia e Partidários duelam pela semifinal num jogo de duas equipes com forte coletivo

Por Marcio Nunes

No próximo sábado, 1° de Julho, ocorrerão as semifinais do Carioca Evangélico com um jogo que promete ser um grande espetáculo entre Partidários e Ousadia. O local do encontro será o campo do Pau Ferro, às 12:20h. Duas equipes que cresceram muito ao longo do torneio e que chegam nesta reta final com expectativa de título, possuem em comum a reestruturação de seus elencos e um rápido acerto tático, graças aos líderes à beira do campo. Conversamos com os dois treinadores envolvidos nesta partida e fizemos as mesmas perguntas para ambos, obtendo duas visões diferentes e traçando um comparativo do que podemos esperar para o jogo, de como as equipes se comportarão e, é claro, dos “segredos” táticos para a partida. Confira as respostas que os treinadores Lázaro, do Partidários e Luíz André, do Ousadia deram para cada pergunta.

Copa Campus: Qual foi a rotina de treinos para esta semifinal?

Lázaro: “Ainda estamos com alguns jogadores lesionados, por isso fizemos um treino com apenas alguns jogadores e estamos focando na preparação física”.

Luíz André: “Só tivemos um”.

Copa Campus: Tem algum desfalque para essa partida?

Lázaro: “Até agora, não”.

Luíz André: “Sim. Igor, Pablo e Darnley, mas ainda podem jogar. Só na hora vou saber, porque vão estar trabalhando e não sabem se o chefe vai liberar”.

Copa Campus: Quem é o jogador chave do time?

Lázaro: “Nosso time é forte e nosso jogo é coletivo. Não temos um único destaque”.

Luíz André: “Temos quatro jogadores chave que são o Darnley, Guido, André e Marlon”.

Copa Campus: Qual o ponto fraco do adversário que será explorado no jogo?

Lázaro: “Nós trabalhamos muito o nosso time porque muitas vezes não temos a oportunidade de assistir o adversário, no entanto, eles têm uma defesa muito lenta e é um ponto que vamos explorar”.

Luíz André: “A zaga e o goleiro”.

Copa Campus: Qual o ponto forte do adversário que se deve tomar cuidado?

Lázaro: “Eles têm um ataque de uma movimentação intensa. Vamos ficar de olho”.

Luíz André: “O toque de bola deles é muito bom e têm muita velocidade”.

Copa Campus: Qual o diferencial do seu time para a semifinal?

Lázaro: “O nosso diferencial é o jogo coletivo. Nosso grupo é muito forte, no entanto, apostamos no jogo coletivo”.

Luíz André: “A união e a força de vontade do nosso time de ser campeão no nosso primeiro campeonato que participamos e o talento de peças fundamentais do time”.

Copa Campus: O que podemos esperar do seu time no jogo de sábado?

Lázaro: “Uma equipe valorizando a posse de bola e, quando sem ela, pressionando o adversário o tempo todo”.

Luíz André: “Muita vontade de vencer”.

Copa Campus: O que você diz para seus jogadores na concentração antes de cada jogo?

Lázaro: “Peço que fiquem ligados no jogo, além disso que eles pensem naquilo que vão fazer em campo”.

Luíz André: “Paciência, toque de bola, pressão em cima do adversário e concentração”.

Copa Campus: Por que vocês merecem chegar à final?

Lázaro: “Acredito que os quatro times que chegaram até aqui merecem, entretanto, nosso time é o melhor e, por isso, vamos pra final”.

Luíz André: “Entramos no campeonato desacreditados. No segundo jogo foi uma galera embora do time sem dar nenhuma satisfação. Quase abandonei o time, só que um amigo meu falou pra não fazer isso, que a gente poderia chegar longe. Corri atrás de  jogadores com responsabilidade. Foram passando os jogos e cada dia fomos nos unindo cada vez mais, fomos acreditando que poderíamos chegar longe no nosso primeiro campeonato e por estarmos tão unidos acredito que podemos chegar a esta tão sonhada final que o time quer tanto”.

No final, os treinadores mandaram um recado para as torcidas:

– Gostaria de pedir que a torcida vá nos apoiar pra unirmos forças pra chegar na tão sonhada final, e já agradecer o apoio de todos. – disse Luíz André, o homem por trás do sucesso do Ousadia, exaltando o apoio da torcida.

Lázaro ressaltou as dificuldades que o Partidários teve pelo caminho até esta semifinal:

– Nossa caminhada foi árdua e ninguém imaginava que chegaríamos até aqui, apenas nós, mas chegamos e agora já era. – o treinador, responsável pela remontagem da equipe, foi categórico e completou mandando um recado para o adversário deste sábado e para os possíveis adversários da final – Deixou chegar, agora aguenta. Vamos com tudo.

Lembrando que o jogo será realizado no Campo 3 do Pau Ferro Futebol Clube, neste sábado, dia 1° de Julho e tem início previsto para 12:20h.

Duelo de craques e de times habilidosos marca semifinal entre Israel da Bola e Galáticos JS

Por Diogo Priori

Neste Sábado ocorrem as semifinais do Campeonato Carioca de Igrejas Evangélicas e, mais do que nunca, os times estão preparados para chegar ao topo. Quem passará para a grande decisão?  Qual o melhor adversário: Partidários ou Ousadia? O vencedor entre Israel da Bola X Galáticos JS é o grande favorito para a decisão? Não é o que William, treinador e jogador do Israel da Bola confessou a mim em um papo sobre o grande jogo de sábado.

Às vésperas de enfrentar um time forte até aqui na competição , o professor do Israel se mostrou muito tranquilo e confiante no plantel, embora ressalte que muitas vezes nem possa ser chamado assim, já que fez nessa edição ainda, partida sem jogadores reservas. Um time de garra!

Sobre jogar contra um dos times mais técnicos da competição, William desconversou sobre possíveis alterações táticas e um futuro adversário favorito nas finais, surpreendendo ao confessar que ainda não estudou o adversário e seus jogadores individualmente; chegando a afirmar, veementemente, que a Filosofia implantada fora de campo, de união e companheirismo, influi diretamente nos resultados (quase um jogador a mais!) tendo em vista a massiva troca de jogadores titulares sem queda de qualidade nas atuações (vide campanha vitoriosa e melhor defesa do campeonato até aqui).

A fome de título, no entanto, é gigante para ambos, William se mostrou confiante na vitória, transmitiu o sentimento de seus jogadores também.  A gratidão pela presença de ambos nas Semis e o entusiasmo que ambas as equipes depositam no jogo de Sábado é contagiante! O troféu está cada vez mais parte e o DNA vencedor já é uma realidade. Apertem os cintos, a grande final é logo ali!

 

De olho neles!

Filipe [Galáticos JS] –  Sua carta de apresentação para as Semis é ser vice-artilheiro geral da competição com 13 gols. Nada mal!

LeLeo [Israel da Bola] –  Assistente e goleador, LeLeo é o Maestro da equipe azul e branco.  Merece cuidado redobrado da defesa do Galáticos.

Victinho [Israel da Bola] – Para quem pensa que só a defesa é o ponto forte do Israel da Bola está enganado!   Victinho comanda as ações ofensivas e já soma 10 gols nessa edição do Campeonato Evangélico, sendo atualmente o quinto artilheiro!

DIogo [Galáticos JS] –  Um dos mais crativos do time, Diogo é a maior esperança criativa e preocupação do Israel da Bola.

Partidários não toma conhecimento do Ágape, vence adversário com autoridade e está na semifinal do Carioca

Por Diogo Priori

Discutir disciplina tática, com linhas concisas, infiltrações e trabalho de recomposição eficientes fazem parte do dia-dia dos fãs desse esporte. Na partida que encerrava a emocionante e surpreendente rodada de Quartas de Final do campeonato evangélico, venceu o mais organizado e mais entrosado, transmitindo o maior senso de equipe possível. O Partidários passou pelo todo-poderoso Ágape, de Matheus Piu, e está, mais uma vez, na semiifnal do Carioca.

Com o início da partida, o Partidários já mostrava suas cartas marcando a saída de bola do Ágape, que já se mostrava mais ofensivo montando um triângulo que fechava nas pontas com Michel e Piu, mas sem sucesso. Atual vice-campeão e um time muito mais copeiro, o Partidários tem em Will, seu camisa 9 e Lucas (Di Maria), camisa 10, os mais talentosos, junto à vontade de Gabriel, a disciplina e aplicação de Juninho. Foi Will quem tomou iniciativa num bonito chute cruzado que obrigou o goleiro do Ágape, Junior, a fazer grande defesa. E foi daí que, em uma saída com Gabriel, Lucas pela ponta direita arriscou um cruzamento.  Certeiro, nem precisou achar um companheiro. “Sem querer, querendo”. 1×0.

A ausência de Marcus como pivô fez muita falta à equipe do Recreio, depositando em Fabiano, camisa 20, suas esperanças para formar um trio com Matheus Piu e Michel. Artilheiro e melhor jogador da competição até aqui, Piu não conseguira desenvolver seu melhor futebol por falhas de conjunto, já que por vezes tentava isolado; time com pouquíssimas triangulações e uma tarde nada inspirada de Michel, camisa 10 e jogador criativo de outros jogos, foram a síntese do time.

Nos primeiros minutos já se via um declínio técnico e desorganização com relação aos últimos jogos, a falta de encaixe no ataque, com grandes méritos ao adversário compacto de passes curtos como o Partidários, foi a gota d’água. Aos 10, Lucas achou Alfredo, que pela ponta-direita só teve o trabalho de achar Will, sem goleiro. 2×0. Ágape irreconhecível.

Marcando a saída de bola, Lucas e Will tinham um entrosamento fora do comum, quando retinham para o time, se achavam facilmente, ainda com a chegada nas bolas paradas de Gabriel.

Piu tentara três vezes com muito perigo ao longo da primeira etapa. Todas sem ângulo. Tentou também pelo alto em uma bonita bola enfiada pela esquerda.  Escanteio que gerou muita confusão, o árbitro Márcio prontamente assinalou mão do defensor do Partidários.  Pênalti para o Ágape.  2×1.  Dentro de uma engrenagem compacta, o mais espaçado era Will, consequentemente também o mais acionado, já que até Michael, seguro camisa 3 do Partidários, arriscava achar o companheiro livre.

Começado o segundo tempo, o padrão se mantinha, o Partidários era um time que sabia de suas limitações e tinha como ponto forte o entrosamento.  Não era raro ver viradas de jogo bem feitas e uma equipe arriscando na medida, sem esquecer de fechar a ‘casinha’. Indignado e já advertido verbalmente diversas vezes pelo árbitro Márcio, o professor tratou de colocar Yan para trabalhar no lado esquerdo na segunda etapa.

O Partidários, mesmo vencendo, acelerava o ritmo, por vezes levando seu treinador e seus jogadores reservas à loucura. Yan já levara falta em uma tesoura que rendeu cartão amarelo para Lucas, camisa 19 do Ágape. Michel e Fabiano alternaram mais posições nessa segunda etapa, e, sem mobilidade, Fabiano sempre tenta achar Piu pela direita. Em vão.

Na jogada seguinte, Piu ainda lançou Michel, para, com muito preciosismo, perder a chance de empate para o time branco-azul. Dramático, mas controlado, o Partidários ganhava confiança a cada oportunidade desperdiçada pelo rival, e foram poucas.

Lucas, do Partidários, era o principal articulador do time, centralizado bateu muito de fora, foi assim que, após duas tentativas, resolveu aproveitar o cansaço e a distração da defesa do Ágape para entrar na área e ainda driblar o goleiro; 3×1. Classificação encaminhada e um clima tenso que já havia tomado conta do Ágape.  Confiança, tranquilidade e organização não entraram no ônibus com a equipe rumo ao Alto da Boa Vista nesta tarde. O sentido de grupo resumia o Partidários. Méritos a Gabriel, incansável 11 do Partidários que, além de firme e móvel na marcação, mostrou que não apenas os homens de frente se destacam em um time bem encaixado. Ele se lançava ao ataque quando necessário. E foi dessa vez. Cruzamento certeiro de Yan, Bolt nas alturas, o quarto do Partidários para matar o jogo. 4×1.

Desesperado, o Ágape se lançou ao ataque. Michel, muito apagado e errando tudo, conseguiu acertar o gol aos 18 minutos em bonito chute de fora da área. Dois minutos mais tarde, tabelou com Fabiano, deixando o camisa 20 livre para diminuir. 4×2.

Existem jogos em que o clima é tão forte que chega a ditar o ritmo da partida. Após esse segundo gol do Ágape a partida chegava a um ritmo impressionante, de dar inveja aos iniciais. Apesar de o Partidários se defender e ter dois na vantagem, a tensão dos reservas era como se tudo estivesse empatado, longos dois minutos para o Partidários. O gol de Piu no final, de falta, transmitiu um último suspiro para o Ágape, mas já estávamos nos descontos.

Os Reservas do Partidários ajudaram como podiam virando verdadeiros torcedores na grade que separava do campo. Verdadeiro clima de final, mais uma partida do Campeonato Evangélico de Futebol de 7 em que o ambiente transbordou tensão e emoção.  Venceu o mais organizado. Venceu o que defendeu melhor. Venceu o coletivo. Partidários nas semis para enfrentar o Ousadia, que joga pelo empate.

     Melhor do jogo:

Lucas e Juninho [Partidários]:  Escolher um seria injusto, a tônica do time é o conjunto.  Juninho foi essencial nas saídas de bola e Lucas no último passe e conclusão.

     Menção honrosa:

Will [Partidários]:  Bastante acionado e muito importante para chamar marcação, deixou o dele na partida.

Gabriel ‘Bolt’ [Partidários]: Muita garra e energia; foi premiado com o quarto gol da equipe em uma linda cabeçada.

Matheus Piu [Ágape F7]:  Marcou dois dos três gols da sua equipe em bola parada. Artilheiro isolado da competição, jogou por vezes muito sozinho.