Marcelo volta a brilhar e Vivendo em Triunfo goleia Galáticos da Catedral por 6×0 no Carioca

Por Diogo Priori

Duas equipes que conhecem bem a competição, jogadores com a devida sequência e tempo de jogo juntos, ingredientes certos para um jogo equilibrado, certo?  Errado. O entrosamento e o valor individual foram cruciais para o placar construído pelo Vivendo em Triunfo frente a um perdido e pesado Galáticos da Catedral.  Liderado pelo meio-campo, artilheiro e por vezes regista Marcelo, a equipe verde e rosa não se intimidou com os adversários aatbalhoados na defesa e ataque para aplicar um chocolate de  6×0.

Logo pelo início, o Vivendo em Triunfo já mostrara suas características:  Rodar a bola e achar os espaços vazios deixados pelo Galáticos da Catedral.  A velocidade era um trunfo contra a equipe branca, muito lenta no desenvolvimento de seu jogo, principalmente quando ficava evidenciado que o contra-ataque se mostrava a estratégia ideal frente a um time de melhor organização.  Thomás, camisa 55 e responsável pela saída de bola dos ‘blancos’ se encontrava pouco inspirado, acompanhado de Matheus Moreira e um lento Alezandre Gamallo na frente.

A saída do Vivendo em Triunfo era feita sem constrangimento ou mais delongas pelo meia-atacante Marcelo, camisa 10 que teve sua grande qualidade no passe explorada na zona de intermediária para garantir qualidade na construção do movimento ofensivo.  Sua participação dividia-se entre a distribuição bem feita na saída de bola e conclusão a gol ou servindo Alexssander, seu companheiro de ataque. Mario Henrique e Matheus, ambos defensores do Vivendo em Triunfo, também brilharam ao deixar o goleiro Marcus Vinicius descansando por maior tempo na partida.

Primeiro gol, fruto de tabela entre Alexssander e Marcelo, terminou em gol após a finalização do último na saída de Samuel, sem culpa no tento. 1×0

Marcelo e a trave foram protagonistas de um (ou quatro) grande entrevero.  (com perdão ao trocadilho).   O atacante já focava o ângulo para se beneficiar da baixa estatura de Samuel, não menos atento. Essa era uma das quatro oportunidades que pararam no poste.  O Galáticos já sentia o jogo e se mostrava nervoso com a situação desfavorável, ambiente propício gerado para o segundo gol, após bonito passe de Mario Henrique, Marcelo chutou cruzado no canto esquerdo de Samuel.  2×0  e muita consistência em campo.  Galáticos nessa altura, já tinha muita dificuldade e ânimo de sair pro jogo, sufocados pela pressão alta imposta por Alexssander e o faz-tudo Marcelo, sucumbiu mais uma vez, obrigando o último a fazer bonita finta pela ponta direita, encontrando sua dupla dinâmica de ataque para ampliar.  Alexgol. O terceiro da equipe.

Thomás (e o Galáticos) conseguiu dar trabalho ao Marcus Vinícius uma única vez no jogo:  Em falta bem cobrada no canto esquerdo do goleiro, obrigando o camisa 1 a praticar difícil defesa. A única dessa periculosidade até o apito final. MV chegou até a se arriscar batendo falta, obrigando Samuel e defender com os pés em uma jogada típica de futsal, preparando para a outra oportunidade, não disperdiçada para alegria dos presentes e falha do colega de posição. 4×0.

Além de pouco inspirada, me pareceu errada a estratégia dos Galáticos da Catedral em entrar com tantos jogadores sem velocidade frente a uma equipe de melhor condição física.  Explorar a velocidade seria um Oásis de oportunidade a um time que flertou com um deserto de idéias principalmente com a empolgação adversária na segunda etapa.

Alexandro Gamallo já estava fora de jogo por conta de falta dura no adversário. Se não bastasse o chocolate, ainda viriam mais dois:  Após shoot-out, Marcelo não precisou se esforçar para fazer seu hat-trick, 3×0 no canto direito do goleiro adversário. Já com três na conta, ainda driblou o goleiro para, com categoria, fechar com chave de ouro sua atuação de gala.

Melhor do jogo:

Marcelo do Vivendo em Triunfo   –   4 gols, 4 bolas na trave e uma assistência.  Só faltou fazer chover em uma atuação completa. Candidato a destaque do campeonato dependendo, é claro, do avanço de sua equipe na competição.

Pior do Jogo:

Alexandre Gamallo –  O atacante do Galáticos da Catedral bem que se esforça, esbraveja, mas além de corriqueiramente perder a cabeça, não consegue cumprir sua função e ajudar sua equipe ofensivamente.

Surpreendente Raridade derrota Arsenal do Céu e lidera de forma isolada o grupo C do Carioca

Por Josy Figali

No último sábado tivemos a segunda rodada do Carioca Evangélico, no Campo do Agrião, Alto da Boa Vista. O Jogo das 15:30 no campo 2 colocou frente a frente duas equipes que vinham de estreias diferentes na semana anterior. De um lado o experiente Raridade, que conseguiu uma vitória técnica sobre o Missionários, e do outro o novato Arsenal do Céu, que fez um bom jogo com o MAV, mas não saiu do empate. Ambos reformularam suas equipes, com a chegada de novos atacantes. Entre eles, o camisa 10 do Raridade, Rafael Marques, eleito o melhor jogador da partida.

O primeiro tempo começou eufórico. Vinte minutos de bola rolando e o que se via era bastante gás, velocidade e empenho por parte das equipes. Entretanto, apenas isto não bastou para que fizessem um grande clássico. Logo a inexperiência acompanhada de um despreparo técnico prejudicou as duas equipes. Os times, ainda que com vontade de levar a vitória para casa, careciam de uma visão estratégica da parte de seus respectivos técnicos. Faltaram jogadas ensaiadas, coletivas, individuais, planejamento, envolvimento! E os resultados começaram a aparecer ainda nos primeiros 25 minutos com poucas finalizações e uma sequência de erros.

O Raridade fechou a rodada com 3×2. Mas ganhava de 3×0, quando começou a entregar o jogo. Foi quando o Arsenal do Céu aproveitou as oportunidades e quase virou o placar para a esperança da torcida. Mesmo assim não conseguiu tirar o favoritismo do verdinho de Meriti. Fica de experiência para as próximas rodadas. O entrosamento em campo, o planejamento técnico e a estratégia diante das jogadas são fundamentais para uma disputa mais acirrada e um futebol mais empolgante.

De qualquer maneira, não se pode negar a evolução do Raridade que, mesmo num duelo pegado e muito disputado, teve o equilíbrio para abrir 3×0 com Raphael, Paulo Henrique e Maurício. Wallace, com duas assistências, também merece destaque pelo bom jogo que fez. Com seis pontos, o time da Baixada Fluminense lidera o grupo C e mostra que tem tudo para fazer a melhor campanha de sua história no Carioca.

Sobre o Arsenal do Céu, a equipe mostrou a mesma irregularidade da estreia, alternando momentos de lucidez com sonolência. Os gols que levou e a larga desvantagem trouxeram a campo o que a equipe de Marechal tem de melhor: A vontade e capacidade de reação. Por pouco o time não empata uma partida perdida, muito pelo goleiro Vinicius, que pegou um pênalti e um shoot-out. Bruno e Darlan marcaram para o time laranja, mas não foi o suficiente para evitar a derrota. Mesmo com apenas um ponto, o Arsenal está na zona de classificação para as oitavas.

Na próxima rodada, dia 7 de abril, o Raridade enfrenta o MV em duelo que vale a liderança da chave. Já o Arsenal do Céu encara o Ministério Rhema.

Guerreiro FC não toma conhecimento da força do Real BR e vence com autoridade a segunda no Carioca

Por Lucas Bichão

No encontro mais esperado da 2ª rodada do Campeonato Carioca, o Real BR foi derrotado pelo Guerreiro FC no Campo do Agrião, Alto da Boa Vista. O time de Belford Roxo foi dominante em grande parte do confronto, mas deixou algumas brechas que permitiram ao antigo Partidários gostar do jogo.

A vitória foi comandada por Bruno, que em entrevista disse que a partida não foi boa devido ao fato de seu time ter chamado demais o adversário para a sua meta. Ainda assim, o Homem da Partida ressaltou: “Foi bom pelos três pontos, que é o nosso objetivo”.

O Jogo…

Dois times de muita qualidade técnica entraram em campo nesse sábado com uma única meta, a vitória. A grande dúvida que envolvia momentos antes da partida era: como estaria o ânimo do Real BR após uma estreia enfadonha, vexatória e polêmica? Os primeiros minutos já apresentavam uma resposta bem clara para esse questionamento.

Jogando fechado e com muitos jogadores centralizados no gramado, o Real transmitia a impressão de um grupo acuado e que buscaria o contra-ataque a todo momento. O posicionamento estava para um 3-1-2, marcando de forma zonal e sem qualquer pressão sobre o adversário. O estilo era perfeito para aflorar o método de jogo do Guerreiro, que tem como principal qualidade a habilidade de cozinhar os rivais com passes que rodam cada centímetro do campo. Paciência é o que não falta ao grupo campeão dos Torneios de Inverno e Natal.

A equipe de Belford Roxo foi a primeira e chegar com perigo, mas o bom goleiro Rodrigo estava lá para garantir o 0x0 inicial. O trio ofensivo do Guerreiro FC botava fogo na defesa rival. Como invasores indesejados, buscavam de todas as formas invadir o castelo bem protegido do Real. Com passes curtos e ótimos dribles, a bola parecia colar nos pés de Gilson, Jhon e RD. As individualidades desses jogadores aliada ao entrosamento do time fizeram com que uma harmonia perfeita pudesse ser vista.

Enquanto os cientistas químicos idolatram a tabela periódica, os aficionados por futebol têm uma paixão incrível pela tabelinha, o clássico 1-2. Foi numa dessas trocas que surpreendem sempre o sistema defensivo que Gilson devolveu um bolão para Jhon marcar. Não demorou e o 2×0 veio de uma desatenção incrível da zaga do Real, Bruno encontrou RD que precisou apenas tirar de Rodrigo para estender o placar.

O antigo Partidários, que vestia o uniforme da última final de Carioca (cores alemãs), até conseguiu que seu estilo de jogo fosse bem visto em determinados clarões. Quando pegava a bola e saía rápido para o campo adversário, acertava passes de qualidade e encontrava a defesa adversária de calças arriadas. Em um desses lampejos que Magal lançou Diogo para bater Geovane.

Estressado e perdendo o controle dos próprios nervos, o Real ruía no intervalo que divide os dois tempos. Na volta, a concentração tornou-se pífia, quase nula. Sem o mesmo poder defensivo e ainda utilizando o mesmo esquema, a equipe de Bento Ribeiro virou presa fácil para o Guerreiro FC. O empate após bobeira da zaga adversária enganou bastante os adeptos dos atuais vice-campeões do carioca. Uma igualdade que durou pouco, pois a dupla Bruno/RD inverteu os papéis e conseguiu fazer com que seu grupo voltasse a tomar a dianteira.

Aos 14 minutos, mais um belo tapa na bola de Bruno para fazer o 4×2. Vindo de trás e fazendo ótimas infiltrações, o camisa 12 cresceu demais na partida. Participativo, elétrico e inflado com sua qualidade técnica, o guerreiro ala foi decisivo para dar folga ao seu time. A estrela da partida ainda teve um grande papel de liderança, ao dizer que o jogo foi ruim e que o time deve buscar melhoras no setor defensivo. Palavras de um jogador que tem visão mesmo estando na confusão que é o centro dos gramados.

Após o 5º gol do Guerreiro FC, o baile começou. Os jogadores chamavam seus marcadores para dançar, encantavam com sua ousadia em momentos de brilho e pura classe. Vestidos à rigor, era impossível não admirar as ofensivas que fariam o menino Neymar se encher de alegria. Sem clima para festa, o Real ainda fez mais um com Andrew, gol que não foi suficiente para recuperar o orgulho perdido durante todo o confronto.

Com duas vitórias em dois jogos, o Guerreiro escala o topo da fase classificatória devido ao seu saldo de gols. Já o grupo de Bento Ribeiro tropeça mais uma vez e continua sem conquistar sequer um potinho. Estaria o finalista do último Carioca fadado a cair na 1ª fase?

Notas expressivas:

Bruno (Guerreiro FC) | 8,0 – Importantíssimo para a vitória de seu time, o ala não foi escolhido o melhor da partida à toa. Com passes precisos e um bom poder de finalização, foi capaz de ter tranquilidade quando seu time poderia ter posto tudo a perder.

Gilson e John (Guerreiro FC) | 7,0 – A dupla mereceu uma nota conjunto, principalmente pelo ótimo início que fizeram. Enquanto seus companheiros de equipe buscavam o passe, rodando a bola até encontrar espaços, Gilson e John conseguiam segurar a bola e infernizar a vida dos adversários. Criaram boas chances, mas foram sumindo aos poucos do jogo.

Rodrigo (Real BR) | 6,5 – O nível do goleiro do Real BR é nivelado por alto faz a bastante tempo. Um dos melhores na posição no campeonato passado, Rodrigo ainda mantem uma ótima qualidade técnica e foi um dos poucos concentrados na partida. Uma pena a apatia ter atingido todo o time, fazendo com que o goleiro fosse vazado 5 vezes. Ainda assim, foi o melhor do Real em campo.

Talentos da Fé volta a mostrar sua força e derrota União IBV pela segunda rodada do Carioca

Por Josy Figali

Talentos da Fé e União IBV se enfrentaram pela segunda rodada do Carioca Evangélico no tradicional Campo do Agrião, no Alto da Boa Vista. Num dia de muito calor, as duas equipes entraram em campo poupando energia em busca dos três pontos. Num jogo de oito gols, a vitória acabou sendo do Talentos da Fé que foi a equipe mais consistente nos 50 minutos de bola rolando. Foi a segunda vitória da equipe da Tijuca em dois jogos e a segunda derrota da equipe de Santa Cruz em duas rodadas.

Desde os primeiros segundos de jogo deu pra notar a vocação ofensiva do Talentos da Fé, que começou pressionando o adversário. O União IBV, por sua vez, iniciou a disputa um pouco mais recuado, apostando no erro do oponente para conseguir suas jogadas. O trio Guilherme, Diogo e Edirleo foi o grande diferencial do time da Academia da Fé e toda as jogadas de perigo passavam pelos pés de um desses três. Guilherme foi o que mais tentou, seja chutando ou passando a bola, mas o primeiro gol saiu do pés de Edirleo, em grande jogada individual que terminou num golaço. 1×0. Pelo lado do União, Marcos Junior era o mais lúcido. O camisa 11 tentava algo no ataque e ajudava na defesa, quando, por exemplo, evitou gol certo de Diogo, após linda tabela com Edirleo.

O domínio era do Talentos, que chegou ao segundo gol com Eduardo, após receber bom passe de Edirleo. 2×0. Aos 14 minutos, numa rara vacilada do bom sistema defensivo do adversário, o União diminuiu com Joldair. 2×1. Aos 18 minutos, Guilherme fez linda tabela com Diogo e fez o terceiro do Talentos. 3×1. O jogo do time vinho fluía, especialmente pela apatia do União, que até tinha momentos de muita vontade, mas sucumbia sempre ao rival. O quarto gol saiu dos pés de Diogo, após receber de Ronaldo. 4×1. Antes do apito final do árbitro, Marcos Junior fez um golaço e diminuiu para 4×2.

Ciente de que uma nova derrota seria muito ruim para suas ambições no campeonato, o União veio para o segundo tempo com mais organização e vontade e passou a incomodar muito mais o adversário, que entrou em campo um pouco mais sonolento que o costume. Tanto que antes do cinco minutos, o time azul e vermelho já tinha feito seu terceiro gol com Yan. 4×3. A partir de então, o duelo foi bem mais disputado com o melhor momento do União, que pressionou muito pelo empate. Yan e Fernando foram os que mais tentaram nessa etapa, principalmente o segundo, que obrigou o goleiro Bruno a fazer boa defesa aos 10 minutos. Um pouco antes o Talentos ameaçou em dois lances, um deles na trave, mas o momento parecia do time de Santa Cruz.

No entanto, aos 21 minutos da etapa final, Diogo, o craque do jogo, usou a parte do campo onde mais tem intimidade, a ala, para fazer o quinto do Talentos. 5×3. Nos minutos finais, o jogo ganhou ainda mais emoção, com o União se lançando ao ataque e dando espaços ao Talentos, disputa bem aberta. Bruno fez boas defesas e ajudou sua equipe e a trave livrou o União de levar o sexto. Mas o placar ficou mesmo em 5×3 para o Talentos da Fé.

NOTAS

Diogo (Talentos) – 9 – Melhor jogador da partida, foi ameaçado por Fernando, do adversário, mas pelos gols e pela vitória mereceu a escolha.

Ricardo (Talentos) – 6 – Mal no primeiro tempo, o camisa dez melhorou no segundo e ajudou sua equipe a suportar a pressão do União.

Clécio (União IBV) – 4 – No segundo tempo o goleiro do União até fez boas defesas, mas na primeira etapa esteve mal e levou quatro gols, em pelo menos dois estava mal colocado.

Barcelife vira pra cima do Guerreiros de Cristo e consegue segunda vitória no Carioca

Por Lucas Bichão

O Barcelife consegui nesse último sábado uma grande virada sobre o Guerreiros de Cristo. O 2×1 foi importante para o time azul-grená, ainda mais no decorrer da disputa em um grupo com alto grau de dificuldade, por uma vaga no mata-mata.

Infelizmente, o Alto da Boa Vista foi palco de uma partida morna e sem grandes destaques. O que poderia ter se tornado uma grande história de superação, foi rodeada de polêmicas e atuações abaixo da média de ambas as equipes.

O Jogo…

Assim que o apito soou, a tranquilidade se dissipou e deu lugar a uma monotonia estressante. O time catalão de Piedade foi quem começou melhor. O primeiro chute de fora da área e a tentativa de tabelinha pouco tempo foram promissores, mas não passaram de esperanças que acabaram antes mesmo do término da partida. Quem disse que esta é a última a morrer?

Os Guerreiros de Cristo traziam para o campo, de forma consciente ou induzida, a estratégia de buscar o pivô com o camisa 10, Imperador. Porém, a lentidão e incapacidade de segurar a bola para a chegada de seus companheiros acabou por exterminar diversas jogadas de ataque. Diferente de seus adversários, o Barcelife se apresentava de forma muito similar ao início da partida disputada na primeira rodada. Jogando pelos lados do campo e explorando demais os laterais de Neguinho.

Foi somente aos 15 minutos de partida que algo aconteceu de verdade, este que foi o ápice de felicidade dos guerreiros da Cidade de Deus. Depois de tanto falhar como pivô e impedindo a criação de muitos lances perigosos, a insistência finalmente foi premiada com um gol do Imperador. O pivô recebeu bom passe do Profeta e tirou com capricho do goleiro Buffon. O atacante ainda daria um show aos presentes ao fazer embaixadinhas com o ombro, isso com a bola rolando. Apesar de toda essa firula magistral, o personagem da partida ainda estava para entrar.

O segundo tempo se iniciou como uma panela cheia de água recém colocada no fogo. O conteúdo morno, quase em temperatura ambiente, não rendia qualquer atenção de quem a colocou ali. Sem muitos acontecimentos, a bola ia sendo maltratada com lançamentos desnecessários e erros de passes tão bobos quanto uma piada de uma criança.

Os primeiros sinais de fervor surgiram não de bons lances de futebol, como se espera, mas da ansiedade e do estresse dos jogadores do Barcelife. Gritando uns com os outros e esperando mais de seus companheiros, eles mesmos se desentendiam e mostravam sinais de que não renderiam mais do que o que se estava vendo. E nesse calor crescente que surgiu o inesperado gol de empate. Após lateral muito bem cobrado por Neguinho, Diego Venetillo aproveitou sua estatura para cabecear e balançar as redes. Não foi preciso nem um grande salto para vencer a defesa adversária.

Venetillo, que entrou apenas na metade do primeiro tempo, cresceu tanto na partida quanto deve ter sido em sua juventude. O camisa 10 foi incisivo e era um dos poucos em campo que demonstrava algum sentimento de garra e vontade de vencer. Tomava todas as posições do campo para si, vezes atuando mais recuado e evitando chegadas do adversário, vezes correndo pelos lados como um ala, além de sempre estar presente na área quando era necessário.

A história poderia ter terminado de forma poética, através de um enredo baseado no esforço de um jogador que entrou como suplente na partida. Porém, o futebol nem sempre traz as belezas que são buscadas para a construção de poesias. A polêmica foi quem tomou lugar e tornou-se uma das personagens principais. Novo lateral com cobrança de Neguinho, bola certeira na cabeça de Venetillo que esbarrou no goleiro durante o processo do gol. Falta de ataque? Não foi o que a arbitragem deu e isso gerou uma série de reclamações por parte do time derrotado.

Com a virada decretada, a água da panela já estava fervendo e secando, com riscos até de pôr fogo em toda a cozinha. Por sorte a partida já estava em seus minutos finais e os ânimos não se exaltaram tanto. O cozinheiro não teve maiores problemas. O Barcelife manteve seus 100% em dois jogos, estando na segunda colocação do Grupo B. Enquanto isso, o Guerreiros viu o caldo entornar com nenhum ponto conquistado até o momento e menos cinco (-5) de saldo de gols contra o seu favor.

Notas expressivas:

Diego Venetillo (Barcelife) | 7,0 – foi o melhor em campo e não teve dificuldades de cumprir variados papéis dentro do time, este que parecia ter saído da partida antes de serem completos os 10 primeiros minutos. Soube aproveitar bem seu ponto forte e demostrou que pode ser útil para pôr fogo na zaga adversária.

Darlan “Profeta” (Guerreiros de Cristo) | 6,5 – o meia do time da Cidade de Deus é o único que pode ser completamente salvo nesse jogo. Era quem mais tentava em campo e esteve presente em grande parte dos lances ofensivos. Sua assistência foi essencial para a abertura do placar, mas não suficiente para garantir pontos a equipe.

Leonardo Lima (Barcelife) | 3,0 – o pivô esteve presente em quase toda a partida e pouco produziu. É o segundo jogo em que o atacante passa em branco nesse campeonato, apesar da assistência cedida na 1ª rodada. Foi engolido por uma zaga frágil. Para aspirar grandes resultados será preciso melhorar o desempenho em campo.

 

Gênesis passa pelo Jesus na Área e consegue segunda vitória seguida no Carioca

Por Estevão Julio

Gênesis F.C e Jesus na Área se enfrentaram no dia 24 de março, no Campo do Agrião, em partida válida pela segunda rodada do Carioca Evangélico. O time do Gênesis teve um início de jogo excelente e venceu por 3 a 1, conquistando sua segunda vitória na competição em dois jogos.

Mal deu tempo para se acomodar e o placar já estava inaugurado. No primeiro minuto de jogo, Lucas achou Marcelo, que bateu de primeira e fez 1×0. Aos dois minutos, Marcelo fez mais um gol. E que gol! Pela esquerda, ele cobrou falta com muita força e precisão no ângulo esquerdo do goleiro para fazer 2 a 0. O Jesus na Área só chegou pela primeira vez aos cinco minutos. Allan cobrou falta, o goleiro não segurou e no rebote, João finalizou por cima do gol. Enquanto isso, o Gênesis seguia com um volume de jogo muito bom. Lucas quase fez um golaço. Marcelo o achou livre, ele driblou o goleiro, que conseguiu se recuperar dando um tapa na bola, tirando a possibilidade da bola entrar. Não demorou muito e logo veio o terceiro gol do time do Estácio, o terceiro de Marcelo. Aos 15 minutos, ele recebeu passe de Alan e mandou para o fundo da rede. Já no fim da etapa inicial, o Jesus na Área conseguiu um bom contra-ataque, que resultaria no gol de Maurício, se o zagueiro não tivesse utilizado a mão para obstruir. Pênalti! Quem cobrou foi Lucas, que bateu no canto esquerdo, mas o goleirão foi lá e buscou, mandando a bola pra escanteio. Num primeiro tempo amplamente dominado pelo Gênesis, vitória merecida de 3×0.

Na segunda etapa, o time que vencia administrou o placar, mas, mesmo assim, buscava o gol. Logo no primeiro minuto, Vinícius quase marcou de falta. Em outro belo lance, Paulo tentou fazer de calcanhar, mas a zaga estava ligada. Marcelo, o artilheiro da tarde, quase marcou mais um. De fora da área, ele arriscou e acertou a trave direita. Tava inspirado o garoto! Allan era um dos melhores jogadores do Jesus na Área em campo, porém, as suas jogadas não resultavam em gol. Só quando ele mudou de posição é que o gol saiu. Aos 24 minutos, jogando como goleiro-linha, ele arrancou da sua área, passou por todo mundo e achou João sozinho na área, que só teve o trabalho de dominar e diminuir a vantagem do adversário. 3×1. Esse gol até animou o time, mas já era tarde. A vitória foi do Gênesis F.C por 3 a 1, que emplacou a segunda vitória consecutiva no Carioca Evangélico.

NOTAS

Marcelo, do Gênesis – melhor jogador (nota 10) – marcou os três gols da equipe e deu muito trabalho ao sistema defensivo do time adversário.

Lucas, do Gênesis – (nota 8,5) – deu assistência para um dos gols e criou muitas jogadas de perigo.

Maurício, do Jesus na Área (nota 5) – várias tentativas de ligação direta entre defesa e ataque prejudicaram a equipe.

Vencedores em Jesus vence Sete Vezes Mais por 2×1 e se recupera de derrota na estreia

Por Eduane Pereira

Na tarde de sábado, 24 de Março, ocorreu a segunda rodada do Campeonato Carioca Evangélico, marcado por uma disputa entre as equipes do Vencedores em Jesus e Sete Vezes Mais, que se enfrentaram no campo do Agrião, no Alto da Boa Vista. Ambos os times vieram de uma derrota na semana anterior e estavam em busca de uma melhor posição no grupo A.

O jogo iniciou com o Vencedores em Jesus mostrando um bom ataque e algumas jogadas mais elaboradas que os rivais, tanto que a equipe conseguiu abrir o placar nos primeiros minutos de bola rolando. Já o Sete Vezes Mais não criou muitas jogadas em campo, conseguiu um empate no final do primeiro tempo, mas errou muito na troca de passes e na marcação, dando a chance para o time de branco e vermelho vencer por 2×1. O destaque do jogo foi o camisa 11, Flavio Conceição, autor de um golaço.

O Vencedores em Jesus entrou em campo e marcou logo um gol nos rivais marcado por Lucas Maia nos primeiros minutos de jogo. Logo na sequência, Iago tentou, mas pegou na trave. Edvan e Lucas Maia buscaram o segundo pela lateral, mas o goleiro Bruno defendeu.

O Sete Vezes Mais teve alguns lances, mas sem êxito nas finalizações. O pivô Gustavo fez uma bela jogada, mas o goleiro do Vencedores em Jesus espalmou para fora do gol. João Davi também tentou marcar com algumas jogadas pela lateral, mas o camisa 20 só teve sucesso no final do primeiro tempo. João marcou um golaço e empatou o placar, 1×1. Nos últimos minutos ambos os times arriscaram alguns chutes distantes, mas nada de gol.

O retorno para o campo deveria trazer mais motivação para as equipes, mas, pelo contrário, nenhum dos times mostrou agressividade o suficiente para desempatar a partida. Após 15 minutos de jogo morno e arrastado, com muitos chutes na trave ou por cima do gol, o Vencedores em Jesus melhorou e criou algumas estratégias em campo, já o Se Vezes Mais melhorou na marcação.

Edvan com Flavio fizeram uma troca de passes e o camisa 5 tocou para Flavio que chutou bonito para o gol, mas o goleiro Bruno espalmou. Eric e Vagner também fizeram uma bela tentativa, mas Bruno defendeu brilhantemente seu time. No finalzinho do jogo, faltando 2 minutos para acabar, Vagner deu o passe para Flavio que cruzou e finalizou com golaço, 2×1. Flavio tentou marcar mais um na sequência, mas João Davi impediu a tempo.

O jogo encerrou com a merecida vitória do Vencedores em Jesus pelo placar de 2×1. A equipe de branco e vermelho trabalhou mais as jogadas, realizou belos lances e teve uma boa marcação no início do jogo, errou em alguns momentos no final do primeiro tempo e no retorno do segundo, mas conseguiu se recuperar e ficar a frente do placar final. Já o Sete Vezes Mais esteve errando na troca de passes e nas jogadas coletivas. O destaque da partida foi o camisa 11, Flavio Conceição, autor do gol do desempate.

Notas:

Flavio Conceição – 7,0: O meia do Vencedores em Jesus, teve um bom desempenho no jogo, participou de poucos lances no primeiro tempo, mas no segundo tempo aproveitou melhor as oportunidades e conseguiu marcar um golaço.

Lucas Maia – 5,5: O fixo do Vencedores em Jesus marcou um belíssimo gol no inicio da partida, mas depois ficou muito recuado em campo e buscou jogada mais individual, não trabalhou muito no coletivo.

Leandro de Melo – 4,0: O fixo do Sete Vezes Mais não estava muito presente nas jogadas, ficou muito recuado e acabou atrapalhando a equipe recebendo um cartão no segundo tempo da partida.

 

MAV faz 6×4 no MRFC em jogo de viradas e consegue primeira vitória no Carioca

Por Estevão Julio

O dia 24 de abril foi mais um daqueles típicos na cidade do Rio de Janeiro: céu azul e muito calor. E as altas temperaturas chegaram ao Campo do Agrião, mais precisamente na partida entre MAV e MR F.C. Em um jogo muito disputado e com duas viradas, o MAV saiu vencedor pelo placar de 6 a 4.

Desde o início, a equipe de azul já mostrava para o que veio. Aos dois minutos, Igor roubou a bola do adversário e tocou para Robson, que jogou por cima do gol. Dois minutos depois, foi Robson quem serviu Igor. Pela direita ele cruzou rasteiro, a bola passou por toda a área, mas ninguém chegou para balançar a rede. Enquanto isso, o MR tentava sair para o jogo, criar jogadas que levassem perigo ao adversário, mas os passes errados dificultavam a vida da equipe. A solução foi adiantar a marcação e apostar nos contra-ataques. Mas tudo isso não evitou o primeiro gol do time oponente. Aos 10 minutos de jogo, um contra-ataque perfeito do MAV achou Robson sozinho na área; ele só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol e correr para o abraço.

Daí em diante, o jogo ganhou equilíbrio; ambas as equipes criavam belas jogadas e chances de gol. E o empate do MR foi um daqueles que, dificilmente, nós esquecemos. David partiu do meio de campo, enfrentou dois marcadores, aplicou bela caneta em um deles e saiu na cara do gol, batendo colocado no canto esquerdo do arqueiro adversário. Três minutos depois, o MAV novamente voltou a estar a frente do placar. Igor recebeu de costas para a zaga, fez o pivô e bateu firme no canto, sem chances para o goleiro. Já no fim do primeiro tempo, rondando a área adversária, o MR conseguiu o empate. Na lateral do campo, Eduardo não se intimidou e soltou uma bomba indefensável e finalizou o primeiro tempo em 2 a 2. Que jogo!

Na segunda etapa, o ritmo foi o mesmo durante os 25 minutos. Muita intensidade e volume de jogo. Logo aos sete minutos aconteceu a primeira virada. José Ricardo só escorou após rebote do goleiro Salomão. Mesmo em desvantagem, o MAV trabalhava a bola com paciência e criava boas chances. Wallace quase empatou arriscando de fora da área; a bola desviou e quase enganou o goleiro. Mas quem marcou outra vez foi o MR. David fez bela jogada pela direita, invadiu á área e finalizou com precisão pra marcar o quarto gol da equipe aos 11 minutos. 4×2.

A incrível reação do MAV começou no minuto seguinte. Após receber cruzamento da direita, João bateu bonito de chapa e marcou o terceiro. O empate veio dois minutos depois. Victor Hugo finalizou, o goleiro deu rebote e João estava lá mais uma vez pra conferir e igualar o placar no Campo do Agrião. Robson, que estava no campo, voltou para decidir a partida e ser o artilheiro do jogo. Aos 22, recebeu passe de Wallace e só escorou para sacramentar a segunda virada da disputa. No minuto final, João cobrou escanteio na cabeça do camisa 7, que marcou o seu terceiro gol e o sexto da sua equipe, dando números finais ao jogo: 6×4!

NOTAS

Melhor jogador: Robson, do MAV (nota 10) – com três gols marcados e participação efetiva na construção de jogadas, Robson foi o melhor jogador da partida.

Pior jogador: Júlio Cesar, do MR (nota 4) – errou passes próximos à área que poderiam ter resultado em gols do adversário.

João, do MAV (nota 9) – principal jogador da equipe, João marcou dois gols, deu assistência e participou praticamente de todas as jogadas do seu time.

 

Ministério Rhema e Missionários empatam em 2×2 pela segunda rodada do Carioca

Por Eduane Pereira

No último sábado, 24 de Março, ocorreu a segunda rodada do Campeonato Carioca Evangélico, marcado por um duelo intenso entre o Ministério do Rhema e Missionários FC no campo do Agrião,Alto da Boa Vista. A equipe do Rhema mostrou muita destreza em campo e dominou o primeiro tempo da partida, marcando dois gols. O Missionários, que é veterano no campeonato e já foi bicampeão em 2016, fez um jogo morno, mas no segundo tempo o time voltou com vontade de jogar e empatou a partida. O destaque do jogo foi o camisa 9, Pedro Henrique, autor de um gol.

A partida iniciou com a roubada de bola de Jean Felipe, o camisa 6 driblou os adversários até a cara do gol e concluiu com um chute forte, mas a bola foi em cheio na trave. Humberto com Carlos Henrique fizeram uma boa troca de passes até o gol e no momento exato Humberto tocou para o camisa 10 que finalizou com um belo chute, mas o goleiro espalmou a tempo.

O Missionários encontrou dificuldades de criar jogadas no início do jogo, mas aos 10 minutos de bola rolando, Diogo viu uma brecha na marcação do Rhema e chutou forte, mas Pablo defendeu muito bem. Diogo tentou novamente, o camisa 16 tocou para Denilson que o devolveu, Diogo tentou finalizar chutando para o gol, mas acabou acertando a trave.

Aos 16 minutos de jogo, a disputa estava intensa no campo do Agrião e ambos os times tinham feito algumas tentativas, mas sem sucesso. Até que Humberto viu uma chance e chutou forte para o camisa 9, Pedro Henrique, que cabeceou e acertou em cheio, sacudindo a rede do Missionários e deixando os rivais desesperados em campo.

O Missionários fez uma tentativa com Judson que correu sozinho e tentou marcar, mas o goleiro do Rhema espalmou para fora. Marcos também tentou, mas não consegui finalizar, o time azul e branco impediu o camisa 17 de chegar ao gol. No final do primeiro tempo a equipe do Rhema marcou o segundo gol com Maicon, 2×0.

O Ministério do Rhema retornou para campo com a marcação fraca e muito recuado em campo, enquanto o Missionários buscava a todo instante uma chance de virar a partida. Aproveitando o pouco ataque dos adversários, o time de laranja e preto criou estratégias e conseguiu marcar logo no início do segundo tempo com Diogo, aos 7 minutos. O Missionários buscou o empate com a jogada criada por Judson que tocou para Diego, o camisa 16 trabalhou com a bola e tocou para Marcos que concluiu com um belo chute, mas o goleiro Pablo agarrou em tempo. Pedro fez algumas tentativas para o Rhema, mas não obteve sucesso nas finalizações. No finalzinho da partida, o Rhema cometeu a sexta falta e deu a chance que os adversários buscavam, Henrique bateu shoot-out, marcando o gol de empate e finalizando o jogo com o placar em 2×2.

O jogo encerrou com o empate das equipes, 2×2, o Ministério do Rhema teve um melhor aproveitamento da partida, mas o Missionários FC conseguiu recuperar as chances perdidas e jogou muito bem no segundo tempo. O que dificultou os veteranos foi a atuação impecável do goleiro do Rhema, Pablo, que fez belas defesas. O destaque do jogo foi o ala Pedro, autor do primeiro gol do Ministério do Rhema. Ambas as equipes seguem no grupo C sem nenhuma vitória.

Notas:

Pedro Henrique – 8,5: O ala do Rhema, destaque da partida, esteve presente nas jogadas, aproveitou muito bem o primeiro tempo e marcou um golaço. Já no início do segundo tempo estava atuando mais na defensiva e tentando manter a vitória, mas quando notou que os rivais estavam virando o jogo deu o sangue e suor pelo time, literalmente.

Diogo Almeida – 7,5: O fixo do Missionários jogou muito bem, criou jogadas, buscou oportunidades e em alguns momentos carregou a equipe nas costas. Na primeira chance que teve marcou um golaço, Diego só precisa melhor nas jogadas coletivas, pois atuou muito sozinho em campo.

Fábio Vitor – 5,0: O pivô Rhema criou poucas jogadas e não teve um grande desempenho, no segundo tempo atuou melhor em campo, mas não conseguiu finalizar as jogadas.

 

Segunda rodada do Carioca promete fortes emoções no Campo do Agrião neste sábado

No próximo sábado, dia 24, acontece a 2ª rodada do Carioca e a promessa é de bons jogos, assim como na estreia. O destaque do dia é o duelo entre o Real BR e o Guerreiro FC, duas equipes no grupo de favoritas ao título. Vivendo em Triunfo e Galáticos da Catedral também tem certo destaque. Vamos às análises dessas partidas que acontecem no Campo do Agrião, no Alto a Boa Vista de 12 às 16:30.

Ministério Rhema x Missionários FC

O grupo C é o mais embolado após essa primeira rodada. Apenas o Raridade conseguiu três pontos, justamente uma vitória técnica em cima do Missionários. Todos os outros times estão empatados com 1 pontos, após empates na estreia. Coletivamente, o Ministério Rhema se mostrou bem irregular no empate com o MRFC, mesmo que, individualmente, tenha sobrado e tido um dos melhores desempenhos da rodada passada; tanto que o craque foi seu jogador, Carlos Henrique. Em alguns momentos o time de Mesquita foi avassalador, com um jogo rápido, coletivo e bem ofensivo. Em outros, mostrou fragilidade defensiva e de marcação, além de sonolência. Se equilibrar isso, promete ser um grande time não só nesse duelo de sábado, mas em todo o campeonato. No entanto, talvez tenha o teste mais difícil do grupo, pois enfrenta um time de muita tradição e que traz no peito duas estrelas. O Missionários possui uma equipe bem entrosada, experiente e entra em campo nessa segunda rodada buscando se recuperar da derrota técnica da estreia. Mesmo com o plantel renovado, o time de Belford Roxo sempre entra como favorito em qualquer carioca e recai sobre si o favoritismo nesse duelo.

MRFC x MAV

Uma das maiores virtudes do MRFC é a capacidade de reação da equipe. No ano passado, o time de Campo Grande conseguiu uma das maiores viradas da história do Carioca em cima do Projeto IDE. Nessa estreia, o time perdia para o Ministério Rhema por dois de diferença e conseguiu a virada; só não venceu por um lampejo de Carlos Henrique, que empatou para o Rhema. Essa característica é resultado de uma equipe vibrante, heterogênea e de ótimos valores individuais. Talvez a falta de experiência tenha lhe tirado a oportunidade de levar o título ano passado, mas o alvirrubro foi a sensação da quinta edição do Carioca, terminando em terceiro. Do outro lado, o MAV traz na sua bagagem não só uma maior experiência, mas a força de uma equipe com forte jogo coletivo, bom jogo ofensivo e sistema de defesa consistente. Sempre que jogou o Carioca ou algum dos torneios menores, foi bem e nem a falta de um título lhe tira o brilho. Uma análise mais profunda mostra até uma certa semelhança entre os times que se enfrentam nesse sábado. Mas a igualdade no placar novamente só não será pior que uma derrota. Jogo sem favoritos.

Vencedores em Jesus x Sete Vezes Mais

Incógnita. Essa é a palavra que marca qualquer análise sobre o terceiro duelo do dia desse sábado. Além de serem estreantes na competição, as duas equipes levaram sonoras goleadas no jogo de abertura e, com toda certeza, tendem a evoluir nessa segunda rodada. O Vencedores em Jesus mostrou um futebol melhor que o adversário. Diante do atual campeão do Torneio de Inverno, Carioca e dos Campeões, o time de Nova Iguaçu não tomou conhecimento da grandeza do adversário e partiu pra cima, chegando a fazer 1×0. No entanto, uma grande fragilidade defensiva, principalmente pelo alto, o fez perder o jogo por 5×1. Com a bola no pé, o time vai bem, tem bons valores individuais, mas precisa corrigir sua marcação e seu jogo sem a bola. Já o Sete Vezes Mais esteve perdido a maior parte do tempo diante do Gênesis, e, visivelmente, precisa jogar muito mais se quiser sair com a vitória nessa próxima rodada. Vontade sobra ao time, só falta organização e calma com a bola no pé. Pelo que apresentaram no final de semana anterior, o favoritismo é do Vencedores em Jesus.

Jesus na Área x Gênesis FC

Nem a fragilidade do adversário foi capaz de tirar o brilho da ótima estreia do Gênesis no Carioca. O time do Estácio foi envolvente do início ao fim, mostrando um futebol de muita coesão, troca de passes e velocidade. Além disso, a marcação sob pressão e a solidez defensiva deixaram a impressão de que a equipe da Assembléia de Deus em Cidade Nova veio pra ficar no Carioca. A qualidade de seus jogadores também impressionou, principalmente os meias Gastão e Marlon, que brilharam na maior goleada da estreia. Terão um desafio maior pela frente. Mesmo com a derrota diante do Galáticos da Catedral, o Jesus na Área sempre entra com expectativa num torneio, exatamente pela tradição de ser o segundo do ranking da Liga e de ser o primeiro campeão da história da competição. O time da PIB de Piedade até começou bem e saiu na frente do rival, mas acabou permitindo a virada. Esse vacilo deve ter servido de lição. Pelo futebol, o favoritismo seria do Gênesis, pela tradição e experiência, que conta muito no futebol, seria do Jesus na Área. Por isso, jogo sem favoritos.

Guerreiros de Cristo x Barcelife

Jogando pela segunda vez o Carioca, o Barcelife deu mostras de uma grande evolução em relação ao time da edição passada. Na vitória de 5×1 sobre o União IBV, jogo que marcou a sua estreia nesse torneio, a equipe “catalã” da Piedade impressionou de forma positiva, com um jogo coletivo muito forte e um plantel de muita qualidade. Talvez com mais experiência a equipe possa alçar vôos mais longos na competição e melhorar seu desempenho em relação ao ano passado. Futebol tem pra isso. Assim como o Guerreiros de Cristo, um tradicional time da Cidade de Deus que viveu bons momentos em edições passadas, mas que nesse retorno não começou muito bem. A equipe azul e branca pegou de cara um time muito forte, o Guerreiro FC é o atual campeão do Torneio de Natal e do de Verão, mas não justifica a facilidade encontrada pelo adversário. O Guerreiros de Cristo até mostrou momentos de lucidez na partida, obrigando o goleiro adversário a boas defesas, mas, de um modo geral, precisa evoluir para ser um dos classificados de seu grupo, o mais equilibrado da competição. Favoritismo é do Barcelife.

Talentos da Fé x União IBV

O Talentos da Fé é como vinho, melhora com o tempo. Desde que começou sua trajetória no Carioca, ainda na 3ª edição, o time da Academia da Fé, na Tijuca, evolui a cada competição que disputa, aí incluindo os torneios menores (o time perdeu o Torneio de Inverno do ano passado nos pênaltis para o Vivendo em Triunfo). Mesmo com o jogo tendo acabado antes do tempo, o time se mostrou bem melhor que o Real BR na estreia e tende a ser um dos protagonistas dessa edição. Com uma equipe entrosada, forte na defesa, eficiente no ataque e com boa marcação, só falta ao Talentos tranquilidade na hora das decisões. Seu adversário nesse sábado, parece viver o inverso. O União IBV foi uma das sensações da edição passada, com um time forte e de muito poder ofensivo. Caiu nas oitavas diante do time que seria campeão, mas deixou ótima impressão. No entanto, sua estreia foi decepcionante. O curioso é que o time de Santa Cruz também estreou contra o Barcelife na edição passada, só que com vitória de 3×1. Os 5×1 contrários agora indicam sua piora ou a melhora do adversário. Ainda é cedo pra saber, mas vencer o favoritismo do Talentos nesse sábado pode ser um bom indicador positivo.

Real BR x Guerreiro FC

O melhor jogo do dia, coloca frente a frente duas grandes equipes. O Real chegou nas três últimas finais e é um dos times mais fortes do Carioca. Já o Guerreiro, mesmo jogando seu primeiro, já participou do Torneio de Verão e de Natal e foi campeão de ambos. Os dois times possuem grupos bem numerosos e de muita qualidade. O jogo do Real é mais coletivo, o time parece ser mais entrosado e, mesmo às vezes sendo confuso pela alternância de jogadores, isso também ajuda pelas muitas opções de esquemas que pode usar num jogo. A estreia contra o Talentos não foi boa, mas o time deve ir forte para enfrentar o Guerreiro. A equipe de Belford Roxo, por sua vez, tem um estilo mais pragmático de atuar, com muita frieza e calma, parece cozinhar os adversários e esperar uma brecha pra conseguir seus gols e, consequentemente, a vitória. Pelo momento leva um certo favoritismo contra o forte adversário. Não seria exagero dizer que são duas escolas diferente no society se enfrentando, onde uma vitória é essencial para o Real, e muito boa para o Guerreiro FC.

Arsenal do Céu x Raridade

Começar o campeonato na liderança isolada é uma situação inédita para o Raridade. O time de São João de Meriti mostrou muita evolução no torneio passado e, mesmo tendo conseguido esses três pontos pela derrota técnica do Missionários, já é um bom presságio para uma temporada que tende a ser a melhor da equipe em sua história na competição. No sábado, ao que tudo indica, terá um bom desafio diante do Arsenal do Céu, um time que, mesmo empatando na estreia, deixou ótima impressão. Logo de cara fazer jogo duro com o tradicional MAV foi um belo cartão de visitas do debutante no Carioca. A vitória não veio por detalhes, mas o todo da equipe se mostrou bem coeso e de muito potencial dentro do escopo de possibilidades do campeonato. O Raridade tem mais experiência e lidera o grupo C; o Arsenal parece ter mais futebol. Portanto, jogo sem favoritos.

Vivendo em Triunfo x Galáticos da Catedral

Dizer que o Vivendo em Triunfo não é favorito nesse duelo seria uma grande mentira. Atual campeão de tudo que disputou, estreante com goleada, time forte e equilibrado são alguns dos predicados que o deixam nessa situação de favoritismo até mesmo pelo título. No entanto, o Galáticos da Catedral teve uma estreia animadora e promissora virando e goleando o Jesus na Área com um futebol mais coeso e equilibrado que nas outras edições. Com toda certeza será um desafio maior para ambos do que tiveram no sábado passado. O estilo de jogo do Vivendo difere do adversário exatamente pela agilidade com que acontecem as trocas de passes e a movimentação dos jogadores em campo. Já o do Galáticos é mais preso, tem como base a ligação direta com o ataque e a utilização frequente de homens que chegam de surpresa da parte defensiva para tentar o gol ou um chute. Um bom duelo de estilos e de propostas táticas. Uma segunda vitória num grupo com cinco jogos seria um grande passo para a classificação às fases de mata-mata.