Ousadia e Partidários duelam pela semifinal num jogo de duas equipes com forte coletivo

Por Marcio Nunes

No próximo sábado, 1° de Julho, ocorrerão as semifinais do Carioca Evangélico com um jogo que promete ser um grande espetáculo entre Partidários e Ousadia. O local do encontro será o campo do Pau Ferro, às 12:20h. Duas equipes que cresceram muito ao longo do torneio e que chegam nesta reta final com expectativa de título, possuem em comum a reestruturação de seus elencos e um rápido acerto tático, graças aos líderes à beira do campo. Conversamos com os dois treinadores envolvidos nesta partida e fizemos as mesmas perguntas para ambos, obtendo duas visões diferentes e traçando um comparativo do que podemos esperar para o jogo, de como as equipes se comportarão e, é claro, dos “segredos” táticos para a partida. Confira as respostas que os treinadores Lázaro, do Partidários e Luíz André, do Ousadia deram para cada pergunta.

Copa Campus: Qual foi a rotina de treinos para esta semifinal?

Lázaro: “Ainda estamos com alguns jogadores lesionados, por isso fizemos um treino com apenas alguns jogadores e estamos focando na preparação física”.

Luíz André: “Só tivemos um”.

Copa Campus: Tem algum desfalque para essa partida?

Lázaro: “Até agora, não”.

Luíz André: “Sim. Igor, Pablo e Darnley, mas ainda podem jogar. Só na hora vou saber, porque vão estar trabalhando e não sabem se o chefe vai liberar”.

Copa Campus: Quem é o jogador chave do time?

Lázaro: “Nosso time é forte e nosso jogo é coletivo. Não temos um único destaque”.

Luíz André: “Temos quatro jogadores chave que são o Darnley, Guido, André e Marlon”.

Copa Campus: Qual o ponto fraco do adversário que será explorado no jogo?

Lázaro: “Nós trabalhamos muito o nosso time porque muitas vezes não temos a oportunidade de assistir o adversário, no entanto, eles têm uma defesa muito lenta e é um ponto que vamos explorar”.

Luíz André: “A zaga e o goleiro”.

Copa Campus: Qual o ponto forte do adversário que se deve tomar cuidado?

Lázaro: “Eles têm um ataque de uma movimentação intensa. Vamos ficar de olho”.

Luíz André: “O toque de bola deles é muito bom e têm muita velocidade”.

Copa Campus: Qual o diferencial do seu time para a semifinal?

Lázaro: “O nosso diferencial é o jogo coletivo. Nosso grupo é muito forte, no entanto, apostamos no jogo coletivo”.

Luíz André: “A união e a força de vontade do nosso time de ser campeão no nosso primeiro campeonato que participamos e o talento de peças fundamentais do time”.

Copa Campus: O que podemos esperar do seu time no jogo de sábado?

Lázaro: “Uma equipe valorizando a posse de bola e, quando sem ela, pressionando o adversário o tempo todo”.

Luíz André: “Muita vontade de vencer”.

Copa Campus: O que você diz para seus jogadores na concentração antes de cada jogo?

Lázaro: “Peço que fiquem ligados no jogo, além disso que eles pensem naquilo que vão fazer em campo”.

Luíz André: “Paciência, toque de bola, pressão em cima do adversário e concentração”.

Copa Campus: Por que vocês merecem chegar à final?

Lázaro: “Acredito que os quatro times que chegaram até aqui merecem, entretanto, nosso time é o melhor e, por isso, vamos pra final”.

Luíz André: “Entramos no campeonato desacreditados. No segundo jogo foi uma galera embora do time sem dar nenhuma satisfação. Quase abandonei o time, só que um amigo meu falou pra não fazer isso, que a gente poderia chegar longe. Corri atrás de  jogadores com responsabilidade. Foram passando os jogos e cada dia fomos nos unindo cada vez mais, fomos acreditando que poderíamos chegar longe no nosso primeiro campeonato e por estarmos tão unidos acredito que podemos chegar a esta tão sonhada final que o time quer tanto”.

No final, os treinadores mandaram um recado para as torcidas:

– Gostaria de pedir que a torcida vá nos apoiar pra unirmos forças pra chegar na tão sonhada final, e já agradecer o apoio de todos. – disse Luíz André, o homem por trás do sucesso do Ousadia, exaltando o apoio da torcida.

Lázaro ressaltou as dificuldades que o Partidários teve pelo caminho até esta semifinal:

– Nossa caminhada foi árdua e ninguém imaginava que chegaríamos até aqui, apenas nós, mas chegamos e agora já era. – o treinador, responsável pela remontagem da equipe, foi categórico e completou mandando um recado para o adversário deste sábado e para os possíveis adversários da final – Deixou chegar, agora aguenta. Vamos com tudo.

Lembrando que o jogo será realizado no Campo 3 do Pau Ferro Futebol Clube, neste sábado, dia 1° de Julho e tem início previsto para 12:20h.

Duelo de craques e de times habilidosos marca semifinal entre Israel da Bola e Galáticos JS

Por Diogo Priori

Neste Sábado ocorrem as semifinais do Campeonato Carioca de Igrejas Evangélicas e, mais do que nunca, os times estão preparados para chegar ao topo. Quem passará para a grande decisão?  Qual o melhor adversário: Partidários ou Ousadia? O vencedor entre Israel da Bola X Galáticos JS é o grande favorito para a decisão? Não é o que William, treinador e jogador do Israel da Bola confessou a mim em um papo sobre o grande jogo de sábado.

Às vésperas de enfrentar um time forte até aqui na competição , o professor do Israel se mostrou muito tranquilo e confiante no plantel, embora ressalte que muitas vezes nem possa ser chamado assim, já que fez nessa edição ainda, partida sem jogadores reservas. Um time de garra!

Sobre jogar contra um dos times mais técnicos da competição, William desconversou sobre possíveis alterações táticas e um futuro adversário favorito nas finais, surpreendendo ao confessar que ainda não estudou o adversário e seus jogadores individualmente; chegando a afirmar, veementemente, que a Filosofia implantada fora de campo, de união e companheirismo, influi diretamente nos resultados (quase um jogador a mais!) tendo em vista a massiva troca de jogadores titulares sem queda de qualidade nas atuações (vide campanha vitoriosa e melhor defesa do campeonato até aqui).

A fome de título, no entanto, é gigante para ambos, William se mostrou confiante na vitória, transmitiu o sentimento de seus jogadores também.  A gratidão pela presença de ambos nas Semis e o entusiasmo que ambas as equipes depositam no jogo de Sábado é contagiante! O troféu está cada vez mais parte e o DNA vencedor já é uma realidade. Apertem os cintos, a grande final é logo ali!

 

De olho neles!

Filipe [Galáticos JS] –  Sua carta de apresentação para as Semis é ser vice-artilheiro geral da competição com 13 gols. Nada mal!

LeLeo [Israel da Bola] –  Assistente e goleador, LeLeo é o Maestro da equipe azul e branco.  Merece cuidado redobrado da defesa do Galáticos.

Victinho [Israel da Bola] – Para quem pensa que só a defesa é o ponto forte do Israel da Bola está enganado!   Victinho comanda as ações ofensivas e já soma 10 gols nessa edição do Campeonato Evangélico, sendo atualmente o quinto artilheiro!

DIogo [Galáticos JS] –  Um dos mais crativos do time, Diogo é a maior esperança criativa e preocupação do Israel da Bola.

Partidários não toma conhecimento do Ágape, vence adversário com autoridade e está na semifinal do Carioca

Por Diogo Priori

Discutir disciplina tática, com linhas concisas, infiltrações e trabalho de recomposição eficientes fazem parte do dia-dia dos fãs desse esporte. Na partida que encerrava a emocionante e surpreendente rodada de Quartas de Final do campeonato evangélico, venceu o mais organizado e mais entrosado, transmitindo o maior senso de equipe possível. O Partidários passou pelo todo-poderoso Ágape, de Matheus Piu, e está, mais uma vez, na semiifnal do Carioca.

Com o início da partida, o Partidários já mostrava suas cartas marcando a saída de bola do Ágape, que já se mostrava mais ofensivo montando um triângulo que fechava nas pontas com Michel e Piu, mas sem sucesso. Atual vice-campeão e um time muito mais copeiro, o Partidários tem em Will, seu camisa 9 e Lucas (Di Maria), camisa 10, os mais talentosos, junto à vontade de Gabriel, a disciplina e aplicação de Juninho. Foi Will quem tomou iniciativa num bonito chute cruzado que obrigou o goleiro do Ágape, Junior, a fazer grande defesa. E foi daí que, em uma saída com Gabriel, Lucas pela ponta direita arriscou um cruzamento.  Certeiro, nem precisou achar um companheiro. “Sem querer, querendo”. 1×0.

A ausência de Marcus como pivô fez muita falta à equipe do Recreio, depositando em Fabiano, camisa 20, suas esperanças para formar um trio com Matheus Piu e Michel. Artilheiro e melhor jogador da competição até aqui, Piu não conseguira desenvolver seu melhor futebol por falhas de conjunto, já que por vezes tentava isolado; time com pouquíssimas triangulações e uma tarde nada inspirada de Michel, camisa 10 e jogador criativo de outros jogos, foram a síntese do time.

Nos primeiros minutos já se via um declínio técnico e desorganização com relação aos últimos jogos, a falta de encaixe no ataque, com grandes méritos ao adversário compacto de passes curtos como o Partidários, foi a gota d’água. Aos 10, Lucas achou Alfredo, que pela ponta-direita só teve o trabalho de achar Will, sem goleiro. 2×0. Ágape irreconhecível.

Marcando a saída de bola, Lucas e Will tinham um entrosamento fora do comum, quando retinham para o time, se achavam facilmente, ainda com a chegada nas bolas paradas de Gabriel.

Piu tentara três vezes com muito perigo ao longo da primeira etapa. Todas sem ângulo. Tentou também pelo alto em uma bonita bola enfiada pela esquerda.  Escanteio que gerou muita confusão, o árbitro Márcio prontamente assinalou mão do defensor do Partidários.  Pênalti para o Ágape.  2×1.  Dentro de uma engrenagem compacta, o mais espaçado era Will, consequentemente também o mais acionado, já que até Michael, seguro camisa 3 do Partidários, arriscava achar o companheiro livre.

Começado o segundo tempo, o padrão se mantinha, o Partidários era um time que sabia de suas limitações e tinha como ponto forte o entrosamento.  Não era raro ver viradas de jogo bem feitas e uma equipe arriscando na medida, sem esquecer de fechar a ‘casinha’. Indignado e já advertido verbalmente diversas vezes pelo árbitro Márcio, o professor tratou de colocar Yan para trabalhar no lado esquerdo na segunda etapa.

O Partidários, mesmo vencendo, acelerava o ritmo, por vezes levando seu treinador e seus jogadores reservas à loucura. Yan já levara falta em uma tesoura que rendeu cartão amarelo para Lucas, camisa 19 do Ágape. Michel e Fabiano alternaram mais posições nessa segunda etapa, e, sem mobilidade, Fabiano sempre tenta achar Piu pela direita. Em vão.

Na jogada seguinte, Piu ainda lançou Michel, para, com muito preciosismo, perder a chance de empate para o time branco-azul. Dramático, mas controlado, o Partidários ganhava confiança a cada oportunidade desperdiçada pelo rival, e foram poucas.

Lucas, do Partidários, era o principal articulador do time, centralizado bateu muito de fora, foi assim que, após duas tentativas, resolveu aproveitar o cansaço e a distração da defesa do Ágape para entrar na área e ainda driblar o goleiro; 3×1. Classificação encaminhada e um clima tenso que já havia tomado conta do Ágape.  Confiança, tranquilidade e organização não entraram no ônibus com a equipe rumo ao Alto da Boa Vista nesta tarde. O sentido de grupo resumia o Partidários. Méritos a Gabriel, incansável 11 do Partidários que, além de firme e móvel na marcação, mostrou que não apenas os homens de frente se destacam em um time bem encaixado. Ele se lançava ao ataque quando necessário. E foi dessa vez. Cruzamento certeiro de Yan, Bolt nas alturas, o quarto do Partidários para matar o jogo. 4×1.

Desesperado, o Ágape se lançou ao ataque. Michel, muito apagado e errando tudo, conseguiu acertar o gol aos 18 minutos em bonito chute de fora da área. Dois minutos mais tarde, tabelou com Fabiano, deixando o camisa 20 livre para diminuir. 4×2.

Existem jogos em que o clima é tão forte que chega a ditar o ritmo da partida. Após esse segundo gol do Ágape a partida chegava a um ritmo impressionante, de dar inveja aos iniciais. Apesar de o Partidários se defender e ter dois na vantagem, a tensão dos reservas era como se tudo estivesse empatado, longos dois minutos para o Partidários. O gol de Piu no final, de falta, transmitiu um último suspiro para o Ágape, mas já estávamos nos descontos.

Os Reservas do Partidários ajudaram como podiam virando verdadeiros torcedores na grade que separava do campo. Verdadeiro clima de final, mais uma partida do Campeonato Evangélico de Futebol de 7 em que o ambiente transbordou tensão e emoção.  Venceu o mais organizado. Venceu o que defendeu melhor. Venceu o coletivo. Partidários nas semis para enfrentar o Ousadia, que joga pelo empate.

     Melhor do jogo:

Lucas e Juninho [Partidários]:  Escolher um seria injusto, a tônica do time é o conjunto.  Juninho foi essencial nas saídas de bola e Lucas no último passe e conclusão.

     Menção honrosa:

Will [Partidários]:  Bastante acionado e muito importante para chamar marcação, deixou o dele na partida.

Gabriel ‘Bolt’ [Partidários]: Muita garra e energia; foi premiado com o quarto gol da equipe em uma linda cabeçada.

Matheus Piu [Ágape F7]:  Marcou dois dos três gols da sua equipe em bola parada. Artilheiro isolado da competição, jogou por vezes muito sozinho.

Jogão de bola marca vitória do Galáticos JS sobre o Jesus na Área e classificação da equipe para a semifinal do Carioca

Por Lucas Bichão

As semifinais do Campeonato Carioca de Igrejas Evangélicas tiveram quatro boas partidas, mas viu no Galáticos JS x Jesus na Área aquele que deve ter sido um dos melhores jogos da competição. Vencendo por um apertado placar de 5 a 4, com gol no último minuto, o Galáticos JS garantiu o avanço para a próxima e penúltima fase.

O Jesus na Área já é um time de tradição no Carioca Evangélico e começou como uma equipe de camisa forte, chegando de forma incisiva ao ataque. Os três primeiros lances perigosos não demoraram a vir, sendo o segundo deles um gol marcado por Allan Gomes após assistência de Paulino.

Não demorou e o Galáticos JS reagiu para empatar, sendo que o tento foi marcado por um dos melhores jogadores da equipe e do campeonato, Filipe. Depois de alterar o seu marcador, o time com escudo inspirado no clássico Aston Villa deslanchou e tomou o campo para si. Foram diversas chances criadas, principalmente com arremates de William e Alus.

Depois de tanto tentar, ainda no primeiro tempo, “os galácticos” conseguiram a virada com gol de Marcos Paulo. É válido detalhar que ambos os tentos marcados pelo Galáticos JS vieram de bola alta, sendo que o time do Jesus na Área impressiona pelo tamanho de seus jogadores.

Na volta do intervalo, o Jesus na Área sofreu com dois golpes que ferem muito mais do que o placar, mas também a alma do time. Ainda no começo, em lance despretensioso, Marcus Vinicius foi marcar a bola no campo de defesa, esta que bateu em sua perna e foi magicamente para a gaveta da meta adversária, encobrindo o goleiro.

Ninguém acreditou no lance de Marcus, nem o goleiro, nem juiz, nem imprensa e até mesmo o próprio jogador. Este primeiro golpe, que estendeu o placar para 3 a 1 a favor do Galáticos JS, foi ainda mais duro quando logo depois o Jesus na Área marcou um gol contra, abrindo uma distância de 4 a 1 em pouco tempo. Desacreditados e abatidos, o time de cores laranja não parecia dar esboço de que iria se recuperar, mas o futebol é uma caixinha de surpresas.

Na raça, roubando a bola no ataque, Fabrício marcou o 4 a 2. O Galáticos JS, que dominava a partida, continuava pressionando, mas pecava nas finalizações. Em chute cruzado, Rafael buscou o 4 a 3. O jogo pegava fogo, animando todos aqueles que estavam a assistir. Daniel chutou debaixo das pernas do goleiro para empatar a partida, 4 a 4.

Quando o duelo finalmente se encaminhava para o fim, o Galáticos JS tratou de dar mais um número ao placar. No último lance, William aproveitou bom passe de Alus para chutar forte e dar a vitória para o seu time. Com 5 a 4 no marcador, “os galácticos” comemoraram como nunca a classificação para as semifinais.

Parabéns ao Jesus na Área que fez ótima competição e, mesmo bem atrás no placar, soube fazer um jogo limpo e muito equilibrado. A expectativa é de que a próxima fase seja tão esplendorosa quanto foi a partida entre Galáticos JS x Jesus na Área.

Agora o Galáticos terá pela frente o invicto e 100% Israel da Bola, que joga pelo empate.

Ousadia surpreende GDC, vence com autoridade e chega com força à semifinal do Carioca

Por Estevão Júlio

Ousadia F.C e GDC F.C entraram em campo às 13:30h, no Campo do Agrião, localizado no Alto da Boa Vista, em partida válida pelas quartas de final do Carioca Evangélico. As duas equipes conseguiram a classificação através de empates, já que possuíam melhor campanha na primeira fase em relação aos seus adversários. O time de Caxias passou pelo Kairós; já o time da Taquara passou pelo Betel antes de chegar às quartas.

O Ousadia começou fazendo marcação alta, impedindo que o GDC criasse boas jogadas. Quando a equipe conseguia sair, quem criava as chances era Washington, o camisa 10 do time.

A pressão imposta pela equipe da Taquara deu certo. Em boa jogada pela esquerda, Marlan, mais conhecido como “Pará”, passou por dois, invadiu a área, e de bico chutou forte no ângulo esquerdo para abrir o placar com 3 minutos de jogo.

Um minuto depois saiu o empate. Washington achou Brendo livre na entrada da área; ele só teve o trabalho de dominar e mandar a bola para o fundo da rede.

Mesmo sofrendo o empate, o Ousadia não se abateu e continuou pressionando. André Vitor tentou, mas o goleirão foi lá e fez a defesa. Christiano também fez a sua parte, mas a bola passou por cima da meta. No rebote, Marlon colocou a bola no ângulo esquerdo, mas o goleiro conseguiu afastar o perigo.

Apesar do bom número de finalizações, o jogo era truncado; cada bola era dividida como se valesse o campeonato. Outra arma utilizada pelas equipes era o contra-ataque em velocidade. Pelo Ousadia, Marlan achou Christiano sozinho, mas ele só acertou a trave. Pela equipe laranja e preto, Washington deu passe para Ramon que finalizou bem, mas a bola sofreu desvio e foi pela linha de fundo.

A equipe da Taquara saltou à frente do marcador outra vez aos 19 minutos. Após cruzamento na área, Marlan tocou de cabeça e André Vitor só escorou para o gol. Dois minutos depois, Igor recebeu cruzamento de Christiano e marcou de cabeça para ampliar o marcador.

Com a necessidade de vencer, o GDC era afobado e oferecia o contra ataque. Em uma das poucas jogadas que conseguiu criar antes do fim do primeiro tempo, Ramon rolou para dentro da área, e ninguém conseguiu tocar na bola.

A equipe do GDC veio para o segundo tempo disposta a marcar de qualquer maneira, mas do outro lado encontrava a marcação forte do Ousadia. Como no primeiro tempo, oferecia contra ataque e, em um desses, o Ousadia ampliou a vantagem. Marlon recebeu nas costas da zaga, limpou o goleiro e rolou para o fundo da rede aos 12 minutos.

Com 16 minutos jogados, o GDC diminuiu; Christiano tentou afastar cruzamento que vinha da esquerda e marcou contra. Após o gol, o GDC tocava a bola de pé em pé tentando achar espaços, mas o adversário mantinha-se firme no setor defensivo.

O jogo terminou em 4 a 2 para o Ousadia, que avançou às semifinais. O destaque da equipe foi o goleiro Danrley. Seguro e com boas e lindas defesas garantiu o triunfo do seu time.

Agora na semifinal, o Ousadia tem a vantagem do empate contra o Partidários.

Rolo compressor, Israel da Bola passa pelo IMSC e chega à semifinal do Carioca como grande favorito ao título

Por Lucas Bichão

Apesar do frio no Alto da Boa Vista, o jogo entre Israel da Bola e IMSC foi extremamente quente. Ambas as equipes foram aguerridas, mas a vitória ficou com o time de segunda melhor campanha na fase de grupos. Afunilado, o Campeonato Carioca de Igrejas Evangélicas vai se dirigindo ao final, agora restando apenas 4 equipes e tendo o Israel da Bola como um fortíssimo candidato ao título inédito.

O jogo no Campo do Agrião começou muito rápido, com Israel da Bola e IMSC querendo chegar logo ao primeiro gol. Cada jogada era intensa, toda dividida era aguerrida e com isso os ânimos começaram a inflar. Foi do Israel o primeiro gol, que chegou com passe de Victinho para Afonso dar bela girada e tirar bonito do goleiro.

Antes de falar do segundo gol do jogo, é preciso ressaltar a atuação de Victinho. O camisa 8 do Israel brilhou, sendo muito incisivo no ataque e aparecendo em momentos primordiais da partida. O segundo balançar das redes veio de Victor, que aproveitou o rebote para ampliar para seu time.

Com 2 a 0 no placar, o primeiro tempo terminou em vantagem para o Israel da Bola. Porém, essa aparência de tranquilidade sugerida não era vista nos gramados. As disputas até o intervalo foram intensas e o juiz controlou pouco a partida, deixando que os jogadores ficassem mais nervosos e impacientes.

Na volta do intervalo, o IMSC voltou mais vertical e aproveitou bem as chances que teve. O atacante Wallace atuou como um ótimo pivô no primeiro tempo, mas só teve o devido reconhecimento no início da segunda etapa, quando Eduardo chutou como deu na bola, esta que entrou caprichosa nas redes, sem chances para o goleiro Alexander do Israel.

Não demorou e Wallace deu outra assistência, também fazendo o pivô, desta vez para David marcar e empatar para o IMSC. Com o placar igualado, ambos os times martelaram, brigaram e mostravam que estavam afin da vaga nas semifinais.

Apesar do bom começo feito pelo IMSC, o final se tornou trágico para o time de cores preto e azul. Com três gols quase que em sequência, o último deles sendo de Victinho, o Israel decretou a vaga para a próxima fase. A partida terminou feia, com bola parada e muita reclamação do IMSC.

Classificado para a semifinal, o Israel sonha com o título do Carioca mesmo ainda estando com os pés bem firmes do chão, ressalva Alexander, goleiro do Israel da Bola, que pegou até pensamentos e recebeu elogios de Victinho, esse que foi escolhido o homem da partida.

 

 

Galáticos JS x Jesus na Área fazem duelo pela Quartas do Carioca

Por Paula Barcellos

No próximo sábado, no Alto da Boa Vista, Galáticos JS e Jesus Na Área entrarão em campo, partida das quartas de finais do Campeonato Carioca Evangélico. Um jogo mata-mata que deixa a um degrau da tão sonhada final. Por agora vamos falar um pouco desse confronto, com olhar de seus representantes.

O Galaticos JS, time de piedade, é uma equipe cheia de jogadores técnicos. Na edição passada terminou em quarto lugar. O representante da equipe, Tiago, falou sobre a dificuldade da equipe nos jogos, quase sempre com vários desfalques, já que alguns atletas estavam trabalhando, e com isso não tem uma escalação definida para adiantar. Sobre a colocação ano passado, ele acredita que um time em formação com jogadores que não se conheciam chegou até bem longe, e nessa edição tiveram tempo para amadurecer e ganhar entrosamento. Afinal foi visível a mudança de comportamento que tiveram. Quando perguntei sobre o que achou da sua equipe, ele continuou elogiando e que está feliz como conseguiram manter a pegada e a organização em campo, e como todos tem se doado. Pedi para falar sobre o cara que tem se destacado, Filipe, bem é seu irmão do meio, mas reconhece a qualidade de finalizador nato, com facilidade de fazer jogadas e com boa visão de jogo, e também admitiu que o coletivo é tão importante quanto, que ele complementa a equipe. Ele falou que Galaticos JS é uma família, dentro e fora de campo, e que estar à frente deles é maravilhoso, pois agem juntos por um mesmo objetivo.

O Jesus Na Área, campeão da primeira edição do torneio em 2015, time de Piedade, que só conseguiu a décima terceira campanha no geral na fase de grupos, mas conseguiu eliminar a quarta melhor equipe e avançou. Foi a vez de Leandro, representante, falar um pouco, sobre a escalação preferiu manter segredo, e a expectativa é de jogo dinâmico, vale ressaltar que já sem enfrentaram esse ano. Depois de ser campeão, ano passado só conseguiram o terceiro lugar, ele disse que a equipe é 80% a mesma e que a missão deles é buscar enaltecer o nome daquele que merece toda honra e gloria, Jesus Cristo. Ele admitiu que seu time começou o torneio sem ritmo, mas que ao longo da competição conseguiu recuperá-lo e acredita que estão próximos de alcançar o melhor. Ele destacou o espírito de coletividade da sua equipe para conseguir ser decisivos na fase de mata-mata. Sobre o adversário disse que é uma das melhores equipes do campeonato, e que, com isso, espera uma partida com bastante marcação. Ele exaltou a união do grupo e o espírito de superação, mesmo com as perdas que tiveram e agradece a Deus pelo privilégio de liderar essa equipe.

Esse confronto já aconteceu esse ano, na fase de grupos. Ambos os treinadores sabem que era outra situação, em que o Galaticos estava muito desfalcado e já tinha garantido sua classificação para a fase seguinte. Aquele jogo terminou empatado, agora vale a permanência no torneio, e os dois times querem ser campeões. Quando perguntados se já pensavam na próxima fase, ambos disseram que estão concentrados apenas no confronto de sábado e que pensam em um passo de cada vez. E terminei a entrevista questionando sobre o significado de um possível título, Tiago disse que “seria uma honra muito grande para nós, porque estamos representando o nosso Deus todo poderoso e a igreja na qual fazemos parte. O mais importante de tudo isso, são as alianças e amigos que conquistamos durante a jornada do campeonato. Já somos campeões só por chegar onde chegamos! Deus é Deus”. Já Leandro respondeu que “nossa visão é glorificar a Deus com tudo que fazemos e não será diferente se conquistarmos esta edição. O intuito do nosso trabalho é pregar o evangelho com nosso testemunho pessoal e não será diferente caso o Senhor nos abençoe como nos abençoou em 2015 e em 2016”.

Esperamos um jogão com duas equipes dispostas a darem seu melhor para continuar na competição e sonhar ainda mais com a taça. O que importa que os dois times já são vencedores por chegarem até aqui.

Duelo de opostos: GDC e Ousadia se enfrentam nesse sábado pelas Quartas do Carioca

Por Thaise Lima

Dois times de lugares distintos e com histórias diferentes; de um lado do campo um time veterano, do outro uma equipe que nasceu em 2016. GDC e Ousadia se enfrentam neste sábado, no Campo do Agrião, no Alto da Boa Vista, pelas quartas de final do Campeonato Evangélico, de olho nas semifinais do primeiro sábado de julho.

Diversidades a parte entre a trajetória da equipes, o objetivo é único: garantir um lugar na semifinal do campeonato. Para que isso aconteça, os times vem se preparando para o grande dia e, segundo o representante das equipes, a fase de quartas de final não representa só a permanência na competição, mas também a persistência apesar dos problemas enfrentados.   

  • Estamos motivados, buscando a dar o melhor de todos os nós, temos enfrentado dificuldades para ir aos jogos , uma batalha pra chegar e temos a certeza que iremos lutando até o fim, nos preparando para jogo com experiência que não tivemos na última edição  e certeza que alcançaremos nosso objetivo com humildade e empenho. – afirma Ciarlam representante da equipe GDC.
  • O time vem se preparando aos poucos, jogamos peladas e quando dá marcamos amistosos e treinos, mas nem sempre isso é possível por conta da disponibilidade dos jogadores, uns trabalham a noite, outros de dia e uns fazem faculdade, mas apesar desses contratempos estamos muito esperançosos para o jogo – diz Luiz André representante do time Ousadia.

Apesar dos problemas, as equipes prometem fazer um jogo arrebatador. Em seu segundo Carioca,  o GDC, que vem de Jardim Gramacho, em Caxias, na Baixada Fluminense,  conta que a ideia de criar o time foi da igreja pela qual fazem parte.

  • Inicialmente o time foi criado pela igreja Pentecostal O Senhor nossa Justiça com propósito de aproximar os jogadores a Deus através da paixão Nacional, mas hoje estamos ligados a vários fiéis de diversas igrejas de Duque de Caxias como Assembleia, United, Metodistas, Batista – conta Ciarlam.

O time, que foi fundado em 2012, não brilha só dentro de campo. A equipe tem um projeto social onde faz ações para arrecadação de doações,  alimentos, roupas, brinquedos para as comunidades da cidade de Caxias. Segundo Ciarlam foi através do projeto de inclusão social que veio o nome para o time.

  • Guerreiro como identidade de todos, que fazem parte de uma área que poucos fazem, ajuda os necessitados de nossa sociedade e, em breve, estaremos iniciando escolinha para crianças carentes (comunidade, filhos largados na ruas e sem perspectivas) com finalidade de mudar a história de vida de crianças – explica integrante do time.

A equipe laranja, que tem como destaque o pivô Hugo, diz estar representando todas as igrejas de seu local de origem, segundo Ciarlam o time acredita que estar nesse campeonato é uma oportunidade única já que muitos times tentam participar desta competição e não conseguem.

Bem distante da cidade de Duque de Caxias, mais precisamente direto do bairro da Taquara, na zona oeste do Rio, com menos de um ano de existência e tendo como nascido através de um desafio, o Ousadia já inicia a história da equipe prometendo ser campeão e mais uma vez mostrando que é desfiador.

  • O time surgiu através da final de um campeonato fut 7, o time que estava jogando é de um colega meu, no final do jogo eu falei pra esse colega que o time dele era muito ruim, não jogava nada, ele virou e me disse: “monta um time pra ganhar do meu” e foi isso que eu fiz, montei uma equipe e assim estamos aí hoje – diz Luiz André, orgulhoso do time.

A equipe cujo alguns dos jogadores são da Igreja Pentecostal da Indonésia, diz que o nome do time não iA ser Ousadia, mas pelos jogadores serem muito sagazes e rápidos acabaram por trocar o nome.

  • O nome a princípio não iria ser Ousadia e sim Quarto Centenário, mas resolvemos trocar por Ousadia, na verdade ia ser Ousadia e Alegria, mas optamos só por Ousadia. O porquê de ousadia? Porque os moleques são atrevidos dentro de campo, eles partem para cima e não tem medo – afirma Luiz André.

Confiando no nome da equipe e em seus jogadores, o time que vai completar um ano e nunca participou de outro campeonato, aposta em quatro jogadores como destaque: o goleiro Danrlei, o Zagueiro Guida, o meia Lobinho e o atacante Pablo.

 

E ai ? Quem será que vai garantir uma vaga para a semifinal? Depois desse sábado saberemos.

Israel da Bola e IMSC duelam em busca de título inédito pelas Quartas do Carioca

Por: João Godoy

O final do Carioca Evangélico vem chegando e as emoções só aumentam, equipes determinadas, aguerridas e com bastante bola no pé, jogam no próximo sábado (24) pelas as quartas de final do torneio. Israel da Bola e IMSC se enfrentam em busca da classificação para as semifinais e o sonho do título inédito. As equipes prometem um show dentro de campo e um ótimo jogo. Wallace, do IMSC, e Afonso, do Israel da Bola, falaram um pouco sobre a expectativa, padrões táticos e não esconderam a ansiedade de entrar em campo.

O QUE ESPERAR DO DUELO?

Após vencer na disputa das oitavas a equipe do Galáticos da Catedral, o Israel da Bola vem disposto a manter o mesmo padrão tático que o levou passar de fase. “Esperamos um confronto bem disputado, onde será resolvido nos detalhes e a atenção será primordial do primeiro ao último minuto. De diferente não tem o que mudar muito, apenas procurar aproveitar o máximo de oportunidades que tivermos.” – disse, Afonso. Por outro lado, a equipe do IMSC, após jogo seguro contra o Albatroz, espera um jogo difícil diante o invicto Israel. “Sabemos que o time do Israel da bola tem uma excelente equipe e está invicta na competição. Porém, confio na força da minha equipe. Teremos um grande jogo.” – afirma, Wallace.

AS CAMPANHAS

A equipe de Wallace vem de uma boa campanha na fase de grupos, agora na fase mata a mata, ele diz o que o IMSC irá buscar melhorar para não encontrar uma futura eliminação. “Buscaremos mais compactação dentro de campo e mais atenção na marcação, pois devido a isso acabamos perdendo dois jogos.” – disse. Vindo de uma série invicta e uma segunda melhor campanha no Carioca Evangélico, o Israel da Bola busca manter essa série e Afonso conta um pouco da filosofia do grupo para conseguir as vitórias. “É, e foi uma satisfação ter tido a segunda campanha, mas agora é um novo campeonato. Apesar de isso nos dar uma pequena vantagem, não podemos e nem iremos nos apoiar nela. A nossa filosofia é sempre jogar pra ganhar, se possível com méritos.” – fala, o atacante.

O DUELO: AFONSO & VICTINHO VS. WALLACE & WELLERSON

Como toda equipe, uma dupla se destaca pelo entrosamento mostrado em campo, que acaba levando a equipe conseguir bons resultados no campeonato. Do lado do Israel da Bola, temos Victinho e Afonso, o último fala um pouco sobre esse entrosamento com o companheiro de longa data. “Não gosto de falar muito do individual, pois valorizamos o coletivo, temos a ideia que um jogador pode ganhar um jogo, mas a equipe que ganha um campeonato. Falando do Victinho, nosso entrosamento é muito bom por nos conhecermos e jogarmos há bastante tempo, além de já termos tido a experiência de ter disputado o campeonato passado juntos, pelo Meninos da Vila.” – disse. Do outro lado, temos uma dupla de irmãos que mostra que a ligação não acontece só fora de campo. Wallace contou sobre esse entrosamento que vem desde o berço com o seu irmão Wellerson. “Sou mais velho que ele 10 anos, se bem que não parece. Mas, desde que ele pegou uma idade percebi que tem um grande potencial e vontade, fatores que fazem ele sobressair no jogo. Mas hoje tenho a satisfação de jogar ao lado do meu irmão e ver que estamos nos dando bem dentro e fora de campo; isso nos ajuda buscar ajudar nossa equipe, a qual temos excelentes jogadores para conquistar as vitórias.” – finalizou.

Ciente do entrosamento da dupla de irmãos, Afonso cobra atenção redobrada de sua equipe e fala de que forma irá para-los. “Bastante atenção e sempre procurar diminuir o espaço, poder de reação pra que a bola não chegue em boas condições, diminuindo toda ação e decisão não só deles, mas da equipe toda.” – disse, Afonso. Wallace e o IMSC também estão ligados na dupla de amigos Afonso e Victinho, ele diz que são bons jogadores e que tem excelentes zagueiros para marca-los. “São muito bons. Pude ver um jogo deles e percebi que são jogadores que desequilibram, mas temos bons marcadores para tentar inibir e evitar que eles joguem” – fala, Wallace.

APRENDIZADOS E SENTIMENTOS

A competição vem chegando ao seu final, com jogos emocionantes, disputados, quentes e Afonso diz o que o Israel da Bola traz de aprendizado para esse jogo de quartas de final. “Nosso maior aprendizado é jogar pra glorificar o nome de Deus, e também se encaixa na parte que temos que melhorar a cada dia, pois isso é uma busca constante e diária. Agora, na questão de sistema temos uma forma de jogar e os ajustes são feitos sempre pra uma melhora individual e coletiva, pois acreditamos e procuramos buscar sempre a perfeição, como não vamos chegar, queremos estar mais próximos possível.” – afirma, Afonso.

Jogando a primeira vez um campeonato de fut7 e estreando no Carioca Evangélico, Wallace transmite o sentimento da equipe em chegar em uma quartas de final na busca por um título inédito. “O grupo está muito empolgado, pois é o primeiro ano de competição no carioca evangélico e jogando fut7 juntos. Estamos em uma quartas de final, onde tinham vários times bons e com capacidade de chegar, isso nos motiva para esse duelo.” – disse, Wallace.

A EXPECTATIVA

Chegando próximo do duelo, as expectativas estão a mil por hora. Sem segurar a ansiedade de entrar em campo e jogar um jogo bonito e limpo, Wallace e Afonso finalizam com um recado sobre a expectativa diante desse confronto.“Expectativa muito boa de um grande duelo a qual qualquer uma das duas equipes tem capacidade de conquistar o título. Isso só tem a acrescentar a essa ótima competição que é o Carioca Evangélico, os amantes de futebol deveriam ver esse grande jogo de sábado entre IMSC x Israel da Bola. Se Deus quiser sairemos com a vitória.” – finaliza, Wallace. Pelo lado do Israel, Afonso prega respeito ao adversário e diz que a expectativa é a melhor possível. “Nossa expectativa é a melhor possível e, com respeito ao adversário, conseguiremos nosso objetivo de passarmos mais uma vez de fase e no final conseguirmos o maior objetivo que é o título.” – conclui, Afonso.

Duelo de gigantes: Ágape e Partidários medem forças nas Quartas do Carioca Evangélico

Por Marcio Nunes

O Carioca Evangélico 2017 entra em sua reta final com um confronto digno de uma final. De um lado, o Ágape F7, time de melhor campanha até aqui e do outro, o Partidários, atual vice-campeão do torneio. O time de Bento Ribeiro amarga dois vices, sendo um no Carioca e outro no Torneio Evangélico de Verão e busca seu ingresso no Hall da Fama dos Campeões, mas para isso terá que passar pelo atual campeão da Copa dos Campeões Evangélicos e do Torneio Evangélico de Inverno. Enquanto o time da Primeira Igreja Batista de Bento Ribeiro se veste todo de azul, os Leões se dividem entre o azul e o branco.

Ao longo da história, este será o primeiro confronto entre as duas equipes. Quem vencer, avança às semifinais e fica cada vez mais perto do tão sonhado título. Os representantes da Assembleia de Deus Ministério Apostólico Ágape chegam com pompa de campeão tendo o melhor ataque, artilheiro do campeonato, mantendo 100% de aproveitamento e tendo aplicado diversas goleadas. O Partidários vem com os pés no chão depois de um início irregular na competição, mas com muita confiança após uma arrancada sensacional que o coloca em pé de igualdade com o adversário.

Raio-X

O Ágape tem o melhor ataque com 64 gols, sendo 34 destes marcados por Matheus (Piu). Com uma defesa bastante sólida, o time do Recreio dos Bandeirantes sofreu apenas 13 gols. O Partidários, apesar de ter o segundo melhor ataque do campeonato, possui a pior defesa dentre as oito equipes que disputam as quartas de final: o time já sofreu 21 gols. Estes números são o reflexo do futebol bem jogado pelas duas equipes. O Leão aplicou quatro goleadas marcando de oito gols para cima, incluindo a antológica vitória por 21 x 1 sobre o Mainés. O time da Zona Norte não fica muito atrás, tendo encerrado a primeira fase com três goleadas que lhe garantiram a classificação, após um início turbulento.

Retrospecto no Campeonato

Com 100% de aproveitamento, o Ágape passa feito um “rolo compressor” por seus adversários. O Partidários oscilou no início devido a reformulação que teve em seu elenco após o fim da temporada passada, mas se recuperou bem e vem demonstrando muita estabilidade. O azul e branco confia em Matheus (Piu) para estufar as redes, enquanto que os comandados do treinador Lázaro apostam suas fichas em William (Will), artilheiro do time com 11 gols. Por ter feito a melhor campanha na fase de grupos, o Leão terá a vantagem do empate até as semifinais, caso avance à próxima fase.

Os Comandantes

Falamos com os treinadores das duas equipes para saber mais sobre o que esperar dessa partida decisiva. Junior Gomes, goleiro e comandante do Ágape, falou sobre a postura do time para esse jogo, sobre o clima no vestiário e sobre a estrela do time, o pivô Matheus (Piu) de 25 anos. Confira a entrevista com o treinador, presidente e goleiro do Ágape:

Copa Campus: O Partidários tem o segundo melhor ataque do torneio, precisa da vitória e tudo indica que sairão para o jogo. Vocês entrarão em campo esperando o adversário pra sair no contra-ataque ou manterão a postura ofensiva que apresentaram ao longo do campeonato?

Carlos Augusto (Júnior Gomes): “Conhecemos um pouco o nosso adversário, mas com certeza vamos manter o nosso jogo, aliás time que está ganhando não se mexe, né?!”.

Copa Campus: O Ágape faz uma temporada impecável. Como está o clima dentro do elenco com o favoritismo e a expectativa de conquistar mais um título este ano?

Carlos Augusto (Júnior Gomes): “O clima é o melhor possível. Formamos uma família e não ligamos para favoritismo. Jogamos com alegria e assim o nosso melhor futebol tem aparecido. A expectativa é a melhor possível. Conquistar títulos é sempre bom”.

Copa Campus: Vocês têm uma jóia no time: Matheus (Pio). Ele já marcou 34 gols neste campeonato e está sobrando na artilharia. O jogador fica no time ao fim da temporada ou vai ser difícil de segurá-lo?

Carlos Augusto (Júnior Gomes): “O Piu é um jogador diferenciado, ele se sente bem jogando conosco. Ele vem sendo muito assediado por outras equipes, mas já deixou bem claro o desejo de continuar no Ágape F7”.

 

Lázaro, comandante do Partidários, comentou sobre o estilo de jogo da equipe para a partida de sábado, além dos lesionados e dúvidas para o jogo. O treinador falou sobre o momento marcante do time até aqui e sobre o processo de remontagem que a equipe sofreu no fim da temporada passada, mencionando ainda as dificuldades que o time teve neste início de campeonato. Confira a entrevista com o treinador Lázaro Maximiano, do Partidários:

Copa Campus: Na fase anterior o time precisava vencer pra se classificar diante de um adversário que tinha a vantagem do empate, e venceu. A situação agora é a mesma. Como você está preparando o time para este jogo tendo em vista que o adversário é muito superior ao das oitavas?

Lázaro: “Nós temos uma maneira de jogar e não vamos abrir mão dela, independente do adversário. Vamos manter essa forma que é a marcação sobre pressão e contra-ataques rápidos”.

Copa Campus: Tem alguma baixa no time para este confronto?

Lázaro: “O Yan ainda não se recuperou do problema no joelho que teve no último jogo. O Rodrigo está com uma forte gripe e o William (Will) e o Mazinho (Osmar) ainda são dúvidas também. Mas acredito que os quatro vão para o jogo no sacrifício pelo caráter decisivo da partida”.

Copa Campus: Qual foi o momento mais marcante ou emocionante do time neste campeonato?

Lázaro: “Sem dúvida foi o último jogo por toda dificuldade que tivemos na primeira fase da competição. Éramos vistos com desconfiança pela maioria e conseguimos de maneira dramática a classificação. Mas acredito que o momento mais marcante ainda está por vir”.

Copa Campus: O time sofreu com a perda de vários jogadores ao fim da temporada passada e passou por um processo de reformulação. Como foi reestruturar essa equipe e como foi o desenvolvimento para torna-la competitiva novamente?

Lázaro: “Esse foi o motivo da dificuldade na primeira fase. Em relação ao ano passado, o time é 90% diferente. Tivemos que montar o time durante a competição. É como consertar um avião em pleno voo. No entanto, os jogadores que chegaram, entenderam a nossa forma de jogar e a equipe encaixou no momento certo e estamos fortes para sábado”.

 

Os Craques Dentro de Campo

Falamos também com os principais jogadores das duas equipes. O capitão do Partidários, o goleiro Rodrigo, reforçou as dificuldades enfrentadas pelo grupo no início do torneio e comentou sobre o equilíbrio do Grupo C na fase de grupos, além de comentar sobre o artilheiro do time adversário e citar a importância coletiva para a partida de sábado. Confira a entrevista com o goleiro e capitão do Partidários, Rodrigo:

Copa Campus: O time começou mal o campeonato, mas teve uma reação sensacional na quinta rodada da fase de grupos. A que você credita esta reação?

Rodrigo: “Alguns jogadores que estavam conosco no carioca passado infelizmente não puderam participar esse ano. Então fui obrigado a fazer uma renovação forçada, o que consequentemente atrapalhou o entrosamento nas quatro primeiras rodadas. Além disso, caímos no grupo mais equilibrado da primeira fase e pegamos os jogos mais difíceis nas quatro primeiras rodadas, então essa somatória de fatores foi o que contribuiu para um inicio muito irregular na competição”.

Copa Campus: O Ágape tem o artilheiro do campeonato, o Matheus (Piu), com 34 gols. Você, como goleiro, terá a missão de pará-lo. Como você se prepara para uma situação dessas?

Rodrigo: “É um grande jogador que merece atenção, mas não adianta marcá-lo e descuidar dos outros. O Ágape é uma grande equipe e o nosso sistema defensivo terá muito trabalho nesse jogo. Mas a nossa defesa funcionou muito bem contra o Talentos e a expectativa é repetirmos essa atuação que tivemos nas oitavas. A tarefa é um pouco de cada um, não só minha, e se cada um fizer a sua parte a chance de termos êxito é muito maior”.

 

Outro do time da Zona Norte que falou com a nossa equipe foi o pivô e artilheiro do time, William (Will). O Jogador falou sobre a dificuldade deste jogo e sobre sua ausência na fase anterior, quando teve problemas pessoais. Confira como foi a entrevista com o William (Will), do Partidários.

Copa Campus: Você é o homem de referência do time no ataque com 11 gols. Como pretende furar essa defesa tão consistente do Ágape e aumentar este número?

William: “Bom, com a força e a união do meu time para essas quartas de final, estamos vindo mais fortes. Sabemos da dificuldade do jogo, o favoritismo está com eles já que têm a vantagem do empate, mas vamos comer a sopa pelas beiradas. Se for da vontade de Deus, sairemos classificados. Estamos fechados para mais essa decisão”.

Copa Campus: Como está o seu condicionamento físico para este jogo? Vai 100%?

William: “Tive uns problemas pessoais, por isso não pude estar com o grupo nas oitavas de final, mas já foi superado com muita ajuda dos meus companheiros. Agora já estou 100% focado nessa decisão e comendo muita salada e filé de frango pra chegar fino nessa ‘final’ (risos). E vamos com tudo, porque só a vitória interessa e já estamos prontos apenas aguardando o grande dia”.

 

Por fim, ouvimos o craque do campeonato até aqui, Matheus (Piu), o artilheiro do Carioca Evangélico 2017 com impressionantes 34 gols e que, dificilmente, será alcançado. O pivô de 25 anos falou sobre o segredo do sucesso neste campeonato, enalteceu a qualidade do passe do time e falou um pouco sobre sua carreira e expectativa no futebol. Confira:

Copa Campus: Você é o artilheiro disparado do campeonato com 34 gols. Qual o segredo de tantos gols?

Matheus: “Acredito que o bom entrosamento que tenho com a equipe. Temos um excelente toque de bola e com isso criamos bastante oportunidades por jogo e venho sendo feliz nas finalizações”.

Copa Campus: Pensa em futebol profissional no futuro?

Matheus: ”Não, não. Já quis muito, Mas infelizmente tive algumas lesões em que tive que fazer cirurgias e perdi o momento em que devia fazer essa transição entre juniores e profissional. Mas hoje jogo Fut 7 no Flamengo e estou estudando e trabalhando. Não tenho mais aquele sonho e vontade de ser um jogador profissional”.

 

Lembrando que o jogo acontecerá neste sábado, 24 de Junho, no Alto da Boa Vista, com cobertura completa do Copa Campus. Um jogo em que tudo pode acontecer entre duas equipes com totais condições de conquistar o título e fazer história. Quem leva a melhor nessa “decisão” e avança às semifinais?