Barcelife vira pra cima do Guerreiros de Cristo e consegue segunda vitória no Carioca

Por Lucas Bichão

O Barcelife consegui nesse último sábado uma grande virada sobre o Guerreiros de Cristo. O 2×1 foi importante para o time azul-grená, ainda mais no decorrer da disputa em um grupo com alto grau de dificuldade, por uma vaga no mata-mata.

Infelizmente, o Alto da Boa Vista foi palco de uma partida morna e sem grandes destaques. O que poderia ter se tornado uma grande história de superação, foi rodeada de polêmicas e atuações abaixo da média de ambas as equipes.

O Jogo…

Assim que o apito soou, a tranquilidade se dissipou e deu lugar a uma monotonia estressante. O time catalão de Piedade foi quem começou melhor. O primeiro chute de fora da área e a tentativa de tabelinha pouco tempo foram promissores, mas não passaram de esperanças que acabaram antes mesmo do término da partida. Quem disse que esta é a última a morrer?

Os Guerreiros de Cristo traziam para o campo, de forma consciente ou induzida, a estratégia de buscar o pivô com o camisa 10, Imperador. Porém, a lentidão e incapacidade de segurar a bola para a chegada de seus companheiros acabou por exterminar diversas jogadas de ataque. Diferente de seus adversários, o Barcelife se apresentava de forma muito similar ao início da partida disputada na primeira rodada. Jogando pelos lados do campo e explorando demais os laterais de Neguinho.

Foi somente aos 15 minutos de partida que algo aconteceu de verdade, este que foi o ápice de felicidade dos guerreiros da Cidade de Deus. Depois de tanto falhar como pivô e impedindo a criação de muitos lances perigosos, a insistência finalmente foi premiada com um gol do Imperador. O pivô recebeu bom passe do Profeta e tirou com capricho do goleiro Buffon. O atacante ainda daria um show aos presentes ao fazer embaixadinhas com o ombro, isso com a bola rolando. Apesar de toda essa firula magistral, o personagem da partida ainda estava para entrar.

O segundo tempo se iniciou como uma panela cheia de água recém colocada no fogo. O conteúdo morno, quase em temperatura ambiente, não rendia qualquer atenção de quem a colocou ali. Sem muitos acontecimentos, a bola ia sendo maltratada com lançamentos desnecessários e erros de passes tão bobos quanto uma piada de uma criança.

Os primeiros sinais de fervor surgiram não de bons lances de futebol, como se espera, mas da ansiedade e do estresse dos jogadores do Barcelife. Gritando uns com os outros e esperando mais de seus companheiros, eles mesmos se desentendiam e mostravam sinais de que não renderiam mais do que o que se estava vendo. E nesse calor crescente que surgiu o inesperado gol de empate. Após lateral muito bem cobrado por Neguinho, Diego Venetillo aproveitou sua estatura para cabecear e balançar as redes. Não foi preciso nem um grande salto para vencer a defesa adversária.

Venetillo, que entrou apenas na metade do primeiro tempo, cresceu tanto na partida quanto deve ter sido em sua juventude. O camisa 10 foi incisivo e era um dos poucos em campo que demonstrava algum sentimento de garra e vontade de vencer. Tomava todas as posições do campo para si, vezes atuando mais recuado e evitando chegadas do adversário, vezes correndo pelos lados como um ala, além de sempre estar presente na área quando era necessário.

A história poderia ter terminado de forma poética, através de um enredo baseado no esforço de um jogador que entrou como suplente na partida. Porém, o futebol nem sempre traz as belezas que são buscadas para a construção de poesias. A polêmica foi quem tomou lugar e tornou-se uma das personagens principais. Novo lateral com cobrança de Neguinho, bola certeira na cabeça de Venetillo que esbarrou no goleiro durante o processo do gol. Falta de ataque? Não foi o que a arbitragem deu e isso gerou uma série de reclamações por parte do time derrotado.

Com a virada decretada, a água da panela já estava fervendo e secando, com riscos até de pôr fogo em toda a cozinha. Por sorte a partida já estava em seus minutos finais e os ânimos não se exaltaram tanto. O cozinheiro não teve maiores problemas. O Barcelife manteve seus 100% em dois jogos, estando na segunda colocação do Grupo B. Enquanto isso, o Guerreiros viu o caldo entornar com nenhum ponto conquistado até o momento e menos cinco (-5) de saldo de gols contra o seu favor.

Notas expressivas:

Diego Venetillo (Barcelife) | 7,0 – foi o melhor em campo e não teve dificuldades de cumprir variados papéis dentro do time, este que parecia ter saído da partida antes de serem completos os 10 primeiros minutos. Soube aproveitar bem seu ponto forte e demostrou que pode ser útil para pôr fogo na zaga adversária.

Darlan “Profeta” (Guerreiros de Cristo) | 6,5 – o meia do time da Cidade de Deus é o único que pode ser completamente salvo nesse jogo. Era quem mais tentava em campo e esteve presente em grande parte dos lances ofensivos. Sua assistência foi essencial para a abertura do placar, mas não suficiente para garantir pontos a equipe.

Leonardo Lima (Barcelife) | 3,0 – o pivô esteve presente em quase toda a partida e pouco produziu. É o segundo jogo em que o atacante passa em branco nesse campeonato, apesar da assistência cedida na 1ª rodada. Foi engolido por uma zaga frágil. Para aspirar grandes resultados será preciso melhorar o desempenho em campo.

 

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