É tudo ou nada! Fase decisiva começa no Carioca Evangélico com as Oitavas de Final nesse sábado

Ágape x Plenitude 12

Dizer que o Plenitude 12 não tem nenhuma chance com o Ágape F7 é desconhecer o imponderável que o futebol traz em seu DNA. A arena que decide vencedores e perdedores é o campo e qualquer teoria se perde quando a bola rola. No entanto, esse confronto é o de maior abismo dessas Oitavas, como mostra as campanhas de ambas as equipes. Se o Ágape F7 foi o rolo compressor da primeira fase, com 100% de aproveitamento, melhor ataque e melhor futebol, o Plenitude só está nessa fase pela desistência do Puritanos, pois na bola teria sido eliminado. A tarefa do time de Campo Grande é muito difícil, pois o Ágape vem numa crescente no Carioca desde a edição passada, quando foi terceiro colocado, depois foi campeão do Torneio de Inverno, campeão da Copa dos Campeões e agora aparece como grande favorito ao título do Carioca. Além disso, o time do Recreio não perde desde novembro, quando foi eliminado pelo Missionários na semifinal do Carioca por 6×4. Além disso a vantagem de poder empatar deixa o Ágape ainda mais favorito no duelo, sem falar que qualquer time hoje no Brasil, inclusive profissional, que tenha Matheus Piu no seu elenco entre em vantagem. Mas, como a história mostra, esse favoritismo tem que ser bem trabalhado pela equipe, caso contrário a zebra amarela que vem de Campo Grande por sim dar sinal de vida.

Israel da Bola x Galáticos da Catedral

O Galáticos da Catedral é um dos fundadores do Carioca, joga desde a primeira edição e vem evoluindo gradativamente enquanto equipe. No entanto, mesmo dando mostras dessa evolução, ainda deixa claro que é um time frágil e que peca pela falta de atenção em algumas partidas. Classificado como o melhor sexto colocado, terá pela frente o Israel da Bola, um adversário difícil não só por ser o time de segunda melhor campanha da fase inicial, mas também por ser uma equipe bem mais completa e entrosada. Além do time altamente técnico e habilidoso, onde todos os jogadores são diferenciados, o Israel é uma equipe muito centrada no seu plano de jogo e dificilmente tem momentos de desatenção e cansaço, pois também sobra no preparo físico.  Pelo menos três jogadores tem o protagonismo na equipe: Leonardo, Victinho e Afonso. O primeiro possui grande visão de jogo e é o maestro; o segundo é o craque, pela movimentação, genialidade e inteligência e o terceiro é o homem-gol, o “Cristiano Ronaldo” de Irajá, ou seja, o jogador que tem no sangue a vocação de fazer gols. Os três são as molas-mestras de um esquema que se baseia em muita movimentação, passes curtos e verticalização das jogadas. O Galáticos precisa se superar para vencer e se classificar para as Quartas. Vai precisar muito da genialidade de John e dos gols de Alexandre Gamallo para reverter o total favoritismo do adversário, um dos favoritos ao título.

GDC FC x Kairós FC

O Kairós FC é um exemplo de organização fora de campo, com uma administração quase profissional que se reflete em sua postura como time. Mas nesse Carioca o azul e vermelho teve altos e baixos e chega nessas Oitavas como uma grande incógnita. Se for o time das outras cinco rodadas, será presa fácil para o forte GDC, que joga pelo empate. Agora se for a equipe da rodada passada tem tudo para ser um grande adversário para o time de terceira melhor campanha da fase de grupos. Jogar contra o GDC hoje é uma tarefa bem complicada, pois é preciso muita garra e determinação para uma equipe que sempre deu aula nesses quesitos, e que agora, além disso, se mostra mais madura, mais coesa, mais entrosada e muito mais forte. Se no Carioca passado o time era afobado, nervoso e reticente, nessa edição superou esses defeitos, se reforçou e entra nas Oitavas com muita força, sonhando com reais possibilidades com o título. A equipe de Jardim Gramacho não tem um grande destaque individual, seu maior craque é o coletivo e a união demonstrada em campo pelos jogadores, muito bem treinados por Ciarlam Junior, o melhor técnico do Carioca até aqui. Outra boa qualidade do GDC é a forma como se adapta ao esquema do adversário. Na primeira fase isso foi evidente e é uma grande arma para esse momento de decisão no torneio. Garra e determinação podem definir a lógica do confronto ou mesmo a sua surpresa.

MAV x Jesus na Área

No dia 30 de Abril do ano passado, MAV e Jesus na Área se enfrentaram pela 2ª edição do carioca, no único duelo entre as duas equipes até hoje. Na ocasião o 4×4 foi pela segunda rodada da competição valeu apenas um ponto, mas se voltar a acontecer nesse sábado leva o time de Realengo para as quartas de final, já que joga pelo empate por ter tido a 4ª melhor campanha da fase de grupos, contra apenas a 13ª do Jesus na Área. E se tirarmos pelo retrospecto dessas sete primeiras partidas do torneio, o time de Piedade está a perigo, pois empatou três vezes. No entanto, o primeiro campeão do Carioca, em 2015, costuma crescer em mata-mata e tem a seu favor a experiência e maior tradição contra o MAV, que até hoje não apresentou força em jogos decisivos. Falando de bola, é óbvio que o momento do time azul e branco é muito melhor, basta comparar as duas campanhas. O ponto forte do MAV é o jogo coletivo com um esquema voltado para o ousado dois pivôs, dois jogadores que se alternam no comando de ataque e a chegada de elementos surpresa, principalmente pelas pontas. Tem dado certo, pois força a marcação pressão na saída de bola do adversário. Já o Jesus na Área sempre se valeu de seu esquema com muito toque de bola, movimentação defensiva e marcação pressão, mas o calcanhar de Aquiles do time laranja tem sido a preparação física. Em pelo menos dois jogos em que o time saiu derrotado ou com o empate, o time começou bem, mas acabou se perdendo na metade final da partida. Certeza de grande jogo.

Galáticos JS x Missionários FC

Confronto de times “pesados”, coloca de um lado o atual bicampeão do Carioca e do outro o quarto colocado da edição passada. O Missionários foi muito mal na primeira fase ao ponto de ter decidido sua classificação apenas na última rodada. Mas a força da equipe está nos jogos decisivos. Na edição passada a equipe também foi bem irregular na fase inicial, mas chegou ao mata-mata e foi pulverizando os adversário um a um até levantar a taça na final, derrotando, tudo bem que nos pênaltis, o time de melhor desempenho naquele torneio, o Partidários. Preocupação para o Galáticos JS que terá um adversário bem complicado no sábado. Mas será que o Missionários está menos pensativo quanto a esse duelo? Aposto que não. O time de Ramos possui um verdadeiro arsenal no seu ataque, com um plantel recheado de jogadores técnicos, experientes e com bastante força física. Ruan, na zaga, e Filipe, no meio entraram na seleção da primeira fase e, junto de Diogo, são as grandes armas para conseguir a classificação para as quartas. Do lado do Missionários, nenhum grande destaque individual, o maior craque hoje da equipe é exatamente a sua enorme tradição que pode falar mais alto e fazer o bicampeão conseguir a vitória que tanto e só interessa, pois o adversário joga pelo empate. Em jogo o sonho do tri alaranjado e o sonho da conquista vermelha.

Ousadia FC x Betel FC

Fazendo uma comparação exata entre as duas equipes que se enfrentam no sábado pelas Oitavas de Final a primeira coisa que vem a mente é a semelhança que ambas possuem em suas qualidades e defeitos. Tanto Ousadia quanto Betel tiveram momentos empolgantes na primeira fase, mas também passagens sofríveis. Esses altos e baixos são naturais numa competição longa como o Carioca, mas são decisivos na hora do mata-mata. Quem souber ser mais regular no duelo dificilmente sairá de campo sem a vaga. No caso do Ousadia, o favoritismo cai no colo por poder empatar, mas futebol por futebol, o Betel parece ser melhor e ter mais recursos. Vinicius, o polivalente meia que até como goleiro atua, foi o melhor meia da primeira fase e é a grande arma do time amarelo e vermelho na busca pelas Quartas. A força de Valdeir na parte defensiva também não pode ser ignorada. Um detalhe que chamou atenção nas atuações da equipe na primeira fase foi a força ofensiva e qualidade do seu toque de bola. Um desafio para a boa marcação do Ousadia, que só se mostrou falha quando a equipe jogou desfalcada contra o Ágape e tomou de 12. A polivalência de seus jogadores também é uma arma do time, que conta com a força do ala Tigrão para continuar sonhando com a taça no dia 8 de julho. Promessa de um grande duelo no Campo do Agrião.

IMSC x Albatroz FC

Quis o destino que esse jogo decisivo repetisse a estreia de ambas as equipes no Carioca. No dia 25 de março, IMSC e Albatroz jogaram pela primeira rodada dessa edição e o time de Senador Camará saiu de campo vitorioso, com 5×1 em cima do adversário. Esse resultado acabou sendo fundamental para que o IMSC chegasse agora com vantagem nas oitavas, basta ver a pontuação final, 15 a 13. Naquela partida a dupla de irmãos Walace e Wellerson já dava mostras que era a grande arma de um time coeso e compacto. Nas duas derrotas que sofreu na primeira fase, a equipe azul e cinza teve bom desempenho e se mostra ser bem competitiva. Apesar da goleada sofrida, o Albatroz não fez feio nesse duelo e também deu os primeiros sinais do forte time que tem. Liderados por Tacio, os meninos de Agostinho Porto também fizeram bonito na fase de grupos e entram nas oitavas, tirando a desvantagem não poderem empatar para se classificar, em igualdade de condições com o adversário. Talvez o que tenha faltado ao Albatroz para um desempenho melhor tenha sido jogadores reservas, pois na maioria dos jogos o time amarelo atuou no limite. O favoritismo pela vantagem e pelo futebol é do IMSC, mas esse é um dos duelos mais equilibrados dessas Oitavas de Final.

Talentos da Fé x Partidários

As duas equipes que já possuem certa experiência na competição ainda não se enfrentaram na história. Nesse primeiro embate fica difícil apontar um favorito, pois se o Talentos da Fé possui a vantagem de poder empatar, o Partidários tem um time mais acertado e está em ascensão no torneio. O atual vice-campeão do Carioca teve um início muito ruim, mas se recuperou e entra na fase mata-mata, aparentemente, com a mesma força que o levou a final no ano passado. Artilheiro da edição passada, Juninho reapareceu bem nos últimos dois jogos e agora tem a companhia de um Will que por pouco não entrou na seleção da primeira fase. A parte tática, que também pareceu meio desencontrada nos três primeiros jogos, se encaixou novamente com um forte poder de marcação nas três zonas de campo e toque de bola rápido. Além de ter que vencer, o time de Bento Ribeiro terá que superar a boa defesa do Talentos. O time da Tijuca começou muito bem, mas caiu de produção na parte final da fase de grupos, o que preocupa para um jogo tão importante e difícil quanto esse agora. No entanto, mesmo assim ainda conseguimos notar um progresso muito grande no time dourado, mais entrosado e experiente. O desafio do Talentos é não se perder no seu gigantismo, já que possui muitos jogadores e, às vezes, as trocas não fazem bem ao desempenho da equipe em campo. Um ótimo duelo sem um prognóstico definido.

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