Marcelo volta a brilhar e Vivendo em Triunfo goleia Galáticos da Catedral por 6×0 no Carioca

Por Diogo Priori

Duas equipes que conhecem bem a competição, jogadores com a devida sequência e tempo de jogo juntos, ingredientes certos para um jogo equilibrado, certo?  Errado. O entrosamento e o valor individual foram cruciais para o placar construído pelo Vivendo em Triunfo frente a um perdido e pesado Galáticos da Catedral.  Liderado pelo meio-campo, artilheiro e por vezes regista Marcelo, a equipe verde e rosa não se intimidou com os adversários aatbalhoados na defesa e ataque para aplicar um chocolate de  6×0.

Logo pelo início, o Vivendo em Triunfo já mostrara suas características:  Rodar a bola e achar os espaços vazios deixados pelo Galáticos da Catedral.  A velocidade era um trunfo contra a equipe branca, muito lenta no desenvolvimento de seu jogo, principalmente quando ficava evidenciado que o contra-ataque se mostrava a estratégia ideal frente a um time de melhor organização.  Thomás, camisa 55 e responsável pela saída de bola dos ‘blancos’ se encontrava pouco inspirado, acompanhado de Matheus Moreira e um lento Alezandre Gamallo na frente.

A saída do Vivendo em Triunfo era feita sem constrangimento ou mais delongas pelo meia-atacante Marcelo, camisa 10 que teve sua grande qualidade no passe explorada na zona de intermediária para garantir qualidade na construção do movimento ofensivo.  Sua participação dividia-se entre a distribuição bem feita na saída de bola e conclusão a gol ou servindo Alexssander, seu companheiro de ataque. Mario Henrique e Matheus, ambos defensores do Vivendo em Triunfo, também brilharam ao deixar o goleiro Marcus Vinicius descansando por maior tempo na partida.

Primeiro gol, fruto de tabela entre Alexssander e Marcelo, terminou em gol após a finalização do último na saída de Samuel, sem culpa no tento. 1×0

Marcelo e a trave foram protagonistas de um (ou quatro) grande entrevero.  (com perdão ao trocadilho).   O atacante já focava o ângulo para se beneficiar da baixa estatura de Samuel, não menos atento. Essa era uma das quatro oportunidades que pararam no poste.  O Galáticos já sentia o jogo e se mostrava nervoso com a situação desfavorável, ambiente propício gerado para o segundo gol, após bonito passe de Mario Henrique, Marcelo chutou cruzado no canto esquerdo de Samuel.  2×0  e muita consistência em campo.  Galáticos nessa altura, já tinha muita dificuldade e ânimo de sair pro jogo, sufocados pela pressão alta imposta por Alexssander e o faz-tudo Marcelo, sucumbiu mais uma vez, obrigando o último a fazer bonita finta pela ponta direita, encontrando sua dupla dinâmica de ataque para ampliar.  Alexgol. O terceiro da equipe.

Thomás (e o Galáticos) conseguiu dar trabalho ao Marcus Vinícius uma única vez no jogo:  Em falta bem cobrada no canto esquerdo do goleiro, obrigando o camisa 1 a praticar difícil defesa. A única dessa periculosidade até o apito final. MV chegou até a se arriscar batendo falta, obrigando Samuel e defender com os pés em uma jogada típica de futsal, preparando para a outra oportunidade, não disperdiçada para alegria dos presentes e falha do colega de posição. 4×0.

Além de pouco inspirada, me pareceu errada a estratégia dos Galáticos da Catedral em entrar com tantos jogadores sem velocidade frente a uma equipe de melhor condição física.  Explorar a velocidade seria um Oásis de oportunidade a um time que flertou com um deserto de idéias principalmente com a empolgação adversária na segunda etapa.

Alexandro Gamallo já estava fora de jogo por conta de falta dura no adversário. Se não bastasse o chocolate, ainda viriam mais dois:  Após shoot-out, Marcelo não precisou se esforçar para fazer seu hat-trick, 3×0 no canto direito do goleiro adversário. Já com três na conta, ainda driblou o goleiro para, com categoria, fechar com chave de ouro sua atuação de gala.

Melhor do jogo:

Marcelo do Vivendo em Triunfo   –   4 gols, 4 bolas na trave e uma assistência.  Só faltou fazer chover em uma atuação completa. Candidato a destaque do campeonato dependendo, é claro, do avanço de sua equipe na competição.

Pior do Jogo:

Alexandre Gamallo –  O atacante do Galáticos da Catedral bem que se esforça, esbraveja, mas além de corriqueiramente perder a cabeça, não consegue cumprir sua função e ajudar sua equipe ofensivamente.

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