Partidários atropela É de Deus e se garante nas Oitavas do Carioca Evangélico

Por Diogo Priori

Na gélida tarde de sábado no Alto da Boa Vista, a equipe do Partidários, atual vice-campeã, vinha de pleno favoritismo frente a um É de Deus atordoado pela recente campanha em sua primeira participação no torneio em um jogo que ambos times procuraram o ataque intensamente, mas só um parecia entrosado o suficiente para chegar a meta.

Atual vice-campeã, não demorou muito para o favoritismo se confirmar pelo lado do Partidários; já que com menos de um minuto de jogo, William aproveitou um rombo da defesa do time da baixada e achou Lucas, livre pela direita, para fazer 1×0.  Sendo claro, desde o início, que a dobradinha Lucas/William representava as ações ofensivas do Partidários. Famintos por gols e tabelas, usaram e abusaram do fraco e debilitadíssimo setor defensivo do É de Deus. Não demorou muito para, de forma muito atrapalhada, entregar a bola para Lucas, que servira seu companheiro William para retribuir a assistência anterior, fato que viria a se repetir mais vezes na partida.

Muito pressionado, o time da Baixada Fluminense esboçava uma reação marcando no campo de ataque o Partidários. Estilo de jogo mais ousado e arriscado, que levou Leandro, maior destaque dos amarelo-preto, a descontar para o time da baixada.

Aproveitando o melhor momento do jogo, direcionado a uma reação, o É de Deus fazia uma pressão bem mais alta que o adversário, dando brechas para um contra-ataque, que contava com Lucas (camisa 9 e mais habilidoso do Partidários) e William (Camisa 10 e articulador).

Juninho e Paulo, consistentes na defesa, já não se assustavam com tanta facilidade.  Saíam calmamente para o jogo achando a solução nas extremidades. Nem sempre com êxito, mas muito ímpeto, Lucas deu um lindo passe para William desperdiçar com uma furada de esquecer. Devemos, no entanto, ser justos, já que demorou dois minutos para o mesmo se redimir deixando a meta livre para o camisa 9 marcar, sem goleiro pelo lado esquerdo.

Após o terceiro gol, o É de Deus se perdeu de vez.  O time marcava a bola e dava espaço para Lucas (sempre ele) articular e achar Leandro, que perdeu duas vezes, a última copiosamente acertou a trave e adiou o quarto para um minuto mais tarde.

Para falar do quarto gol é importante destacar Guilherme, camisa 10 do É de Deus, como um destaque negativo e pior jogador da partida. Atrapalhado e displicente, o jogador levou o técnico do time da Baixada à loucura diversas vezes ao longo do jogo, destaque para quando tentou driblar na saída e entregou a bola para Lucas (ele mesmo, o 10) facilmente rolar para William, com o goleiro vendido, converter o quarto.

Parecia um pesadelo para Leandro e todo o É de Deus, perdido em sua marcação alta e rendido aos contra-ataques adversários.  Foi assim que veio o quinto.  Com a proteção de Juninho, William conduziu a bola até seu campo de ataque, driblando dois para o arremate, no rebote, Lucas faria mais um e enterrava ali as chances do É de Deus no jogo. 5×1

Runo, camisa 4 do É de Deus, e até então preocupado com o setor defensivo da equipe, se lançou ao ataque junto a toda a equipe.  Foi dele a bonita jogada e a chance criada para Rodrigo desperdiçar.  O É de Deus na medida que aumentava a pressão no campo de ataque mais ficava exposto e vulnerável a retranca (!!) adversária.

Quem pensava que apenas Lucas e William seriam os únicos responsáveis pelas jogadas de brilho na partida não esperava que Osmar, camisa 5 e uma das válvulas de escape da defesa pelos lados, fosse converter no sexto para o time de Bento Ribeiro, um lindo chute de cobertura. Com o primeiro tempo se encerrando tivemos com um gol do camisa 21, Rodrigo, que viria descontar para o É de Deus com uma grande ajuda do arqueiro adversário. O 6×2 não trazia nenhuma surpresa a maioria.  O Partidários dominou e impôs seu jogo em cima de um É de Deus aberto e espaçado.

Começada a etapa complementar, não demorou muito para que o Partidários fizesse seu sétimo na partida e a tornasse ainda mais dramática para o adversário. Alfredo acertou um lindo cruzamento do lado direito para Lucas converter em 7×2.

A todo momento dessa segunda etapa William foi acionado na ponta esquerda, jogando mais aberto que os demais e aproveitando a atabalhoada zaga fluminense. Gabriel ainda perdeu um gol que sintetizava todo o nervosismo e falta de entrosamento do time amarelo. As faltas duras e desleais surgiram como solução diante da falta de criatividade, vista como maneira mais eficiente para frear o rápido contra-ataque adversário tornando o jogo mais duro e truncado.

Renato e Gabriel ainda viriam a levar muito perigo a zaga do Partidários, selando os últimos suspiros do É de Deus na partida.

William, o melhor do jogo, se apresentava muito ao ataque, além de tentar com muita classe um bonito voleio que surpreendeu a todos, para na jogada seguinte fazer mais uma bonita e bem ensaiada tabela com Leandro para converter.

Leandro aparecera muito bem no fim do jogo, já com os destaques cansados e mais estáticos em campo.  Foi dele o gol que fechou o placar após linda jogada de Alessandro; meio gol para a assistência é verdade.

 

Melhor do jogo:

William [Partidários]: Seus 5 gols e 1 assistência falam por si.

Menção honrosa:

Gabriel[ É De Deus]: Esforçado, foi uma ressalva diante da péssima atuação da equipe.

Lucas [Partidários]:  Comandou as articulações ofensivas; 3 gols e 3 assistências; talvez sem ele o placar não fosse tão expressivo.

William [Partidários]:  Letal, puxava a marcação; mostrou pleno faro de gol e excelente posicionamento.

 

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