Sete Vezes Mais vence Gênesis e a chuva e se garante na semifinal do Carioca

Por Lucas Bichão

Nas Quartas de final do Campeonato Carioca de Igrejas Evangélicas, a última partida do dia proporcionou uma reprise de duelo ocorrido na 1ª rodada da fase de classificação. Gênesis e Sete Vezes Mais pisaram em campo para disputar vaga em uma das semifinais, tendo o time que traz o escudo do Barcelona como emblema a vantagem do empate e a moral de ter goleado o adversário por 6 a 1 no primeiro embate.

Uma tempestade varreu o campo nos minutos iniciais da partida, mas quem fez chover gols para cima do rival foi Washington Luiz ao balançar a rede 4 vezes para a equipe do Vidigal. A vitória veio de uma virada inusitada e por pouco não se transformou em uma goleada por mais de 3 gols de diferença.

O Jogo…

A chuva sempre foi um fator importante no esporte praticado a céu aberto, provocando impossibilidades e até mesmo aumentando a habilidade de certos atletas. Ayrton Senna é um dos maiores exemplos de que nuvens escuras são bons presságios para os resultados. O Sete Vezes Mais também buscou fazer da tempestade uma ferramenta para a vitória.

A história, porém, começou controversa. Os samurais do Sete Vezes saíram atrás no placar quando muita água ainda caia no campo do Pau Ferro. Tchereba era quem mais participava dos lances perigosos do Gênesis, sendo o autor do primeiro gol e a válvula de escape no meio de campo. Não foi preciso esperar muito para que o segundo tento, marcado por Marcelo, fosse visto. Até o 2 a 0, O Sete Vezes não parecia ter entendido como era jogar em campo molhado. Tentando passes rasteiros ou conduções longas, via-se errando em demasia ou então assistia à bola parar caprichosamente em uma poça qualquer.

Se o time da região da Tijuca tinha Tchereba comandando o meio, Leonardo é quem fazia essa função pelo Sete. O pequeno meia trabalhava como a Formiga Atômica, com energia para receber a bola ainda na divisa entre os campos, criar a jogada e ainda aparecer para a finalização dentro da área. Foi assim que conseguiu abrir o placar para sua equipe, também contando com a sorte do goleiro adversário falhar no lance. Yuri foi o autor do empate e com 2 a 2 o primeiro tempo foi finalizado.

A virada de tempo trouxe muito mais do que o reinicio da contagem no relógio, também apresentou a reviravolta no placar e o brilho de um artilheiro oportunista. Foi dos pés de Washington Luiz que a vantagem foi atingida pelo Sete Vezes Mais. Agarrando com unhas e dentes, o grupo uniu-se para jogar tudo aquilo que havia jogado no primeiro embate entre as equipes.

A chuva havia parado de cair dos céus, mas o camisa 20 parecia evoca-la em forma de gols sobre o adversário. A diferença entre três gols, no 5 a 2, também saiu dos pés do veterano. A dupla Washington e Leonardo, ambos os melhores do Sete Vezes Mais, deu liga em uma simples conexão que rendeu um chute limpo e suficiente para balançar as redes. Foi também com assistência do camisa 6 que o sexto gol saiu, mas desta vez com o empurrão para as redes sendo feito por Alex.

Ao apito final, 8 a 5 era o que marcava a súmula. O Gênesis até tentou encaixar um jogo mais ajeitado em dado momento da segunda etapa, quando diminuiu a diferença para 1 gol no 5 a 4, porém a inconsistência não foi suficiente para bater o estruturado e milenar bushido dos samurais. Com a vitória, o Sete Vezes Mais superou mais uma adversidade (anteriormente derrotou o Real BR) e terá pela frente outro grande desafio na caminhada para a conquista do título carioca.

Notas dos Destaques

Washington Luiz (Pivô | Sete Vezes Mais) – 8,5: Foi o grande artilheiro com 4 gols e um dos responsáveis pela virada que deu ao seu time a classificação. Apesar de meio sumido no início da partida, foi o exemplo de garra e oportunismo.

Leonardo (Meia | Sete Vezes Mais) – 8,0: Motorzinho do time do Vidigal, recebia muitas bolas no centro e buscava encontrar espaças para chegar ao gol. Demorou para entender que o campo não deixava a redonda rolar como deveria, prendeu a bola em vários momentos, mesmo assim superou essa adversidade e deu duas assistências importantes não só para sua equipe como também para sua meta de atingir o topo nesse quesito (atualmente são 7 assistências na competição).

Edson “Tchereba” (Ala | Gênesis FC) – 7,5: Foi o melhor em campo ao lado do Gênesis, começando muito bem a partida. Perdeu a cabeça em dados momentos e caiu de rendimento junto com seu grupo, mas ainda assim demonstrou muita qualidade e proporcionou lances aparentemente impossíveis em um campo molhado depois de uma tempestade.

 

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